Da “era do parecer” para a “era do ser”

Design Thinking
Design Thinking - Divulgação: freepik.com
por Gabriel Coelho

Segundo o estudo “Empatia: A habilidade fundamental dos novos tempos”, comandado pela FCB Brasil em parceria com a CO.R Inovação, a empatia tem sido cada vez mais valorizada pela sociedade e as marcas devem estar atentas a este fato.

Sentimento que causa identificação entre as partes, a empatia tem tomado corpo principalmente pelos movimentos de empreendedorismo e de mobilização pelas causas sociais, segundo o estudo.

Na linguagem empresarial, isso significa oferecer produtos e soluções com sensibilidade e proporcionando vivências para pessoas. Ou seja, as marcas precisam atuar com transparência para clientes cada vez mais empoderados de informação, consciência e propósitos.

Acredito que hoje o padrão de interação e o “ser” vêm tomando o lugar das relações competitivas e do “parecer”.

Hoje as pessoas querem validar, pontuar, opinar e serem ouvidas. Um consumo consciente e ponderado aliado a uma economia colaborativa em que recursos são otimizados e compartilhados darão o tom das próximas décadas.

Não adianta dizer o que e como elas devem consumir se não considerarmos a bagagem de vida, o ecossistema específico, os clusters do qual fazem parte, seus reais anseios e necessidades.

Para a marca, o que vale é a capacidade investigativa de entender qual sua real proposta de valor, em qual ecossistema ela está inserida e como seus diferentes stakeholders pensam e sentem. É importante mapear seus desafios diários e perceber se os mesmos são sustentáveis neste cenário desenhado.

Quando olhamos por esta vertente começamos a entender porque empresas com pouco tempo de vida, mas com propósitos legítimos, crescem exponencialmente e porque as pessoas desistem de carreiras sólidas para viverem o sonho de empreender, construindo algo que tenha um real significado para elas.

Dentro desse contexto, a vivência do design thinking fornece “uma abordagem que permite olhar para a ponta antes de inovar”, conforme definição do Instituto Empreendedor Endeavor.

O design thinking não é uma técnica e sim um modelo mental que estimula a vivência dos valores de colaboração, empatia e experimentação, tendo sempre como ponto de partida uma pergunta-problema desenvolvida por um grupo ou uma pessoa, que vivencia as etapas de desentendimento, pesquisa, ponto de vista, ideação, prototipagem, teste e iteração.

É um processo de desconstrução que precisa ser vivenciado a fim de chegar na criação de um novo modelo sustentável, gerando relações de “ganha-ganha” para um determinado segmento.

Hoje em dia, 30 anos de experiência profissional, títulos e diplomas não são mais suficientes para entender um mundo que vive uma Era Social, em que o padrão de interação é muito acelerado, a busca por um propósito é evidente e as mudanças estão e serão cada vez mais constantes.

A ideia é estruturar as soluções junto com o seu cliente, fornecedores e parceiros, co-criá-las e validá-las em campo, pois cada vez menos as pessoas acreditam que devem viver “porque sempre foi assim”.

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Autor(a)

Gabriel Coelho

Gabriel Coelho

CEO da Empodere-se . Graduado em Publicidade e Propaganda pela ESPM, com passagem pela Lewis-Clark College (USA), FGV – Fundação Getulio Vargas, Escola de Design Thinking. É Founder & CEO da Empodere-se, Sócio na Design2Human (Design de Interiores + Design Thinking), membro do Google Business Group São Paulo. Um dos líderes na expansão do design thinking no Brasil, é idealizador do Design Thinking Weekend e Design Crash, além de professor de MBA da FGV – Fundação Getúlio Vargas.

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