O Poder transformador do engajamento do bem, como transformar seu próximo evento?

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por Carmela Borst

Para quem está no mercado de Live Marketing há muitos anos, sabemos que existe ainda um longo caminho para transformar a experiência do participante, e aqui não estou falando somente de tecnologia, porque Machine Learning, Inteligência Artificial, IOT, Big data, nada disso terá sentido se não for usado para fazer grandes transformações, eu gosto dessa frase de um escritor americano Clay Shirky que diz: “A Revolução não ocorre quando uma sociedade adota uma nova tecnologia, a revolução ocorre quando uma sociedade adota um novo comportamento.”

O futuro depende dos contextos, as organizações exponenciais têm em comum terem sido criadas para um propósito, e na tão falada quarta revolução, vemos o uso da tecnologia como meio e não como o fim, estou falando de emoção, de engajamento, de realmente voltar para empresa depois do evento, não só com conteúdo bacana, mas com aquela sensação de ter ajudado a transformar o mundo, ou pelo menos o mundo de algumas pessoas. Imaginem se cada evento realizado no nosso país, tivesse além de um propósito bacana, uma causa? Que estivesse ligado ao tema do evento, e que pudesse gerar uma discussão e um comprometimento no pós-evento? Quantas ações sociais não seriam alcançadas? São muitas perguntas, com apenas uma resposta, SIM! Isso é possível! Depende apenas do organizador ou do promotor do evento ter este conceito na cabeça.

Fala-se muito de Marketing de Causa, o próprio Kotler cita, que as empresas procuram a cada dia se adaptar ao novo quadro comercial e de relacionamento com os consumidores e buscam novas formas para agradar-lhes e conquistar sua lealdade. Em face a essa realidade, salienta que, com uma empresa mais humanizada, os consumidores são capazes de desenvolver um vínculo forte e singular, que transcende as transações normais de mercado. Nessa visão, o marketing de causa pode trazer inúmeros benefícios para os envolvidos, como um ciclo de ganhos.

As transformações socioeconômicas nas últimas décadas vêm modificando o plano de gestão das empresas, até então criadas com o objetivo único do lucro. Atualmente, as empresas devem também levar em conta o entorno no qual se inserem, ou seja, o meio ambiente, as pessoas envolvidas direta e indiretamente, as causas que a sociedade anseia, porém, mantendo a lucratividade.

Os consumidores mais do nunca estão criteriosos ao escolherem seus produtos e suas marcas preferidas, hoje eles querem saber o que a empresa pode oferecer além dos produtos, se ela se preocupa com a sociedade, com as camadas mais carentes e se está cumprindo seu papel de responsabilidade social.

Dados da consultoria americana IEG mostram que as empresas instaladas nos Estados Unidos investiram 2 bilhões de dólares em campanhas relacionadas a causas em 2016 — 3,3% mais do que em 2015. E o dobro do registrado há uma década. Espera-se que as empresas surpreendam os consumidores e se mostrem dispostas a beneficiar a sociedade e o planeta, e não apenas o próprio negócio, quando uma companhia associa sua marca a uma bandeira ligada ao negócio e com potencial de sensibilizar os consumidores.

O marketing de causa tem sido ao longo dos anos uma ferramenta importante para agregar valor às marcas e fortalecê-las. É um ciclo de contribuições mútuas entre empresas, consumidores, meio social e ambiente. Segundo Kotler, o marketing de causa relaciona as contribuições da empresa em prol de determinada causa com a disposição dos clientes para manter transações com essa empresa e, assim, gerar receita para ela, segundo ele, o que torna uma marca reconhecida, além de seus produtos, é a imagem que passa para o consumidor e a forma que este compreende, transformando-a em valor. Por exemplo, a empresa de cosméticos Natura adotou como seu marketing de causa a preservação da Floresta Amazônica.

Assim, passa aos seus consumidores a imagem de uma empresa responsável socialmente, pois contribui com a preservação da floresta, que é um dos patrimônios mais valiosos do Brasil. Os seus clientes entendem essa mensagem e são fiéis à marca, sendo também fiéis à causa.

Eu tive a oportunidade de estar no evento SXSW em Austin, em março deste ano, entre as incríveis trilhas de conteúdo, eu segui a de Diversidade e Impacto Social. “Good is the new cool”, é um nome de um livro incrível que eu super recomendo. Mais que um livro, ele conta exatamente o que eu disse anteriormente, engajamento do bem não é só uma tendência, é um movimento transformacional no nosso mercado. Estamos vivendo a era do capitalismo consciente.

É o comportamento que vai decidir quais dos caminhos todos nós que estamos no mercado de Live Marketing, Publicidade e Comunicação, vamos seguir, marketing de causa ou executivo de causa? Minha crença é no executivo, é no ser humano, eu acredito que a responsabilidade de transformar o mundo é minha, é sua, é nossa. Nós somos privilegiados, temos que devolver para a sociedade o privilégio de ter estudado para estar aqui hoje.

Para terminar, existe também uma nova geração de influenciadores do bem, que muitas vezes não fazem propaganda, mas criam forte impacto através de engajamento do bem, que tal levá-los como palestrantes no seu próximo evento?

Criei uma Comunidade chamada CMO Solidário, vai ser um prazer ter vocês participando, podem me adicionar no facebook, Carmela Borst, vamos juntos praticar a solidariedade, porque a solidariedade salva o mundo. Vamos transformar seu próximo evento?

Tags: engajamento

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Carmela Borst

Carmela Borst

Executiva de Marketing e Transformadora Social

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