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Congresso MICE Brasil 2016

Congresso MICE Brasil
Congresso MICE Brasil
1º Congresso MICE Brasil leva conteúdo de qualidade e promove debate e engajamento com o público

Congresso MICE Brasil é o maior evento de conteúdo voltado ao segmento MICE (Meeting, Incentives, Conferences and Exhibitions) representado pelos profissionais; gestores de eventos, marketing, treinamento, RH, incentivos e compras das principais empresas do Brasil, abrangendo também agências de Live Marketing, Incentivos, Viagens Corporativas, DMCs, Organizadoras de Congressos e Feiras.

Em sua 1ª edição, o tema proposto do Congresso foi: O Mercado se Reinventa! realizado nos dias 01 e 02 de junho, no Centro de Convenções Rebouças, o evento cumpriu mais um desafio que foi levar mais visibilidade, demonstrar ao mercado o verdadeiro valor dos eventos e integrar todo o trade. Idealizado pelo Grupo EventoFacil, o evento reuniu 350 congressistas nacionais e internacionais.

“Tivemos uma adesão de inscrições que surpreendeu por se tratar do 1º Congresso e também pelo momento atual da economia, isso mostrou que o profissional de eventos está em busca de conhecimento. Acredito que conseguimos proporcionar a todos uma experiência única com networking, enriquecimento profissional e negócios”, ressalta Marcello Baranowsky, CEO do Grupo EventoFacil.

Atividade pré-congresso design thinking MICE

Para identificar os principais problemas e repensar soluções para um futuro melhor dos setores, os principais players do mercado de Eventos e de Incentivos participaram no dia 30 de abril e no dia 07 de maio da atividade pré-congresso Design Thinking MICE, realizada no Royal Palm Plaza Campinas – SP.

Design thinking MICE e Eventos

No segmento de eventos, diretores da Etna, Reed Exhibitions Alcântara Machado, Aktuellmix, Agência Um, DMC Brazil, D.Mattos, Batuque Promo, Acquaviva, Beato, The Group, Case Imagine, Átomo Comunicação, Bendita Comunicação, Bem Mais Comunicação, Grupo EventoFacil e Mega Share marcaram presença na atividade, coordenada por Alexis Pagliarini, superintendente da Fenapro – Federação Nacional das Agências de Propaganda.

As questões-macro que nortearam o estudo foram: Qual é o futuro dos eventos no Brasil e no mundo? O mundo virtual é uma ameaça? Como podemos melhorar o ambiente para eventos no Brasil?

E como todo o processo de Design Thinking exige, foi escolhido um desafio objetivo, que foi estabelecido da seguinte forma:

Como podemos aumentar a percepção de importância e a relevância dos eventos como estratégia de negócio?

Tendo este desafio como base para os trabalhos, os participantes partiram para o exercício.

Questões e problemas levantados

  • Briefings deficientes
  • Concorrência predatória/ética questionável
  • Budgets irreais
  • Remuneração e prazos de pagamento leoninos
  • Imediatismo (foco no curto prazo)
  • Delegação parcial às agências (cliente assume parte da execução e fechamento direto com alguns fornecedores)
  • Prazo curto para o projeto e execução X prazo longo para a tomada de decisão e pagamento
  • Infraestrutura deficiente
  • Qualificação inadequada
  • Tendência à comoditização de serviços
  • Relação cliente/agência pontual/superficial – pouco acesso a decisões estratégicas
  • Juniorização/falta de preparo para brifar e avaliar
  • Internet ditando novas regras
  • “Desprezo” à propriedade intelectual
  • Mais por menos – compras só quer saber de preço
  • Baixa coesão e autoestima do setor

Conceitos e insights gerados

  • O mercado amadureceu e exige mais profissionalismo
  • É preciso investir na qualificação de profissionais
  • Rejeitar a informalidade e o “quebra galho”
  • Buscar mais referências e certificações
  • Chega de “virar a noite” – Prazos mais factíveis e humanos

“Dar um jeito” não deve ser qualidade. Todos devem investir mais em pessoas e processos profissionais e prazos realistas”

  • O mercado precisa de mais números
  • É preciso quantificar melhor o mercado (última pesquisa é de 2013)
  • É preciso demonstrar a força dos eventos na geração de negócios. Eventos funcionam!
  • Dar visibilidade aos melhores cases
  • Criar um hub de informação

“Não basta fazer bem feito. É preciso dar visibilidade e demonstrar ao mercado o verdadeiro valor dos eventos”

  • R.O.M. ?! Não seria R.O.I.?
  • Sim, mais do que nunca, o mercado exige R.O.I.
  • É preciso desenvolver mais métricas de mensuração
  • Saber demonstrar a eficácia dos eventos de forma menos empírica
  • Mas também é preciso pensar no R.O.M.
  • R.O.M.: Return on Magic
  • Evento é “Live”! É “ao vivo”!
  • Logística e planejamento são fundamentais, mas não bastam
  • É preciso ter mágica!
  • É preciso proporcionar uma experiência marcante, memorável…

“Quem trabalha com eventos tem de buscar todas as métricas possíveis para mensurar R.O.I. Mas não pode jamais se esquecer do R.O.M.”

  • Clientes e agências devem estar mais alinhados e unidos em busca do profissionalismo e da valorização da atividade, concorrência é saudável, desde que feita com ética e respeito
  • Precisamos valorizar e se juntar às instituições dedicadas ao mercado
  • Somar esforços!
  • Na era da colaboração, só juntando forças conseguiremos mudar para melhor
  • O poder do nosso abraço, no seu sentido mais amplo.

“Antes de reclamar, dê sua contribuição, participe das associações, valorize o trabalho conjunto. Lute por um mercado melhor!”

Design thinking MICE e Incentivos

A atividade pré-congresso Design Thinking MICE Incentivos foi realizada no dia 07 de maio, também no Royal Palm Plaza Campinas e, contou com os diretores da P2Com, Mark Up, Cia Group, Costa Brava, Honour, Abracorp, SPCVB, IT MICE Travel, Power Travel, Queensberry Incentivos, Grupo LTM, Aktuellmix, Agência UM, Traveland, Tour House, Top Service, Rei Albergard e Dreamakers.

Questões como: Qual é o futuro dos programas de incentivo no Brasil e no mundo? Qual o verdadeiro papel das agências? Como podemos melhorar o ambiente para programas de incentivo no Brasil? serviram como pano de fundo para o início de trabalhos de design thinking.

Como podemos aumentar a percepção de importância e relevância das agências de incentivo como estratégicas no negócio?

Definido o desafio, os participantes partiram para o exercício. A etapa inicial do processo foi um levantamento de problemas e questões que incomodam os organizadores de programas de incentivo (agências).

Questões e problemas levantados

  • Briefings deficientes/baixa qualidade de informação
  • Concorrências inadequadas
  • Budgets irreais
  • Agência “financia” o cliente (assumindo pagamentos antecipados)
  • Concorrência com o próprio cliente (cliente assume internamente parte do processo)
  • Prazo curto para o projeto e execução X prazo longo para a tomada de decisão e pagamento
  • Medo de inovar
  • Qualificação de profissionais inadequada
  • Tendência à comoditização
  • Relação cliente/agência pontual/superficial – pouco acesso a decisões estratégicas
  • Juniorização/falta de preparo para brifar e avaliar
  • Envolvimento crescente de compras nos processos (visão unicamente financeira)
  • Baixa coesão e autoestima do setor
  • Agência topa tudo!
  • Interferência negativa do poder público (Leis/Marco regulatório/Fiscalizações)
  • Câmbio

Conceitos e insights gerados

  • A mensuração de resultados é fundamental para o programa de incentivo
  • Um bom programa se paga e ainda deixa um rastro de motivação
  • Estimular a cultura de R.O.I. via instituições
  • Investimento coletivo em pesquisa científica dos impactos do setor

“Para aumentar sua relevância, as agências não podem ter receio de mensurar os resultados dos programas sob seus cuidados. Ao contrário, deve estimular o cliente a estabelecer métricas mais amplas de mensuração”

  • Agências de logística competindo com agência full service
  • Agências de porte e estruturas díspares participando de concorrências
  • “Aventureiras” que topam tudo “estragam” concorrência
  • Regras mais claras e justas para concorrências
  • Educar o cliente quanto as melhores práticas na relação com agências
  • Regulamentação

“As boas agências devem se apresentar de forma mais profissional e altiva, evitando comparações de “laranja com banana”

  • BTL X ATL: Não deve haver linha separadora
  • Quebrar a linha separadora entre ideia e execução
  • As boas agências devem se mostrar capacitadas a abraçar os programas de incentivo, como um todo
  • Ir além da logística, investir na ideia, na qualidade de concepção de temas, na identidade visual e comunicação, sem descuidar da logística
  • Convencer o cliente da importância de se envolver mais na estratégia e nos objetivos para melhorar a entrega

“As agências especializadas devem estar preparadas para serviços de maior valor agregado e batalhar para absorver os programas por inteiro, sem distinção de linhas separadoras”

  • EducaMICE
  • Precisamos valorizar e se juntar às instituições dedicadas ao mercado
  • “Educar” o cliente para um melhor entendimento dos processos de um programa de incentivo
  • DIS – Design Services Solutions
  • Investir mais na qualificação de profissionais da agência
  • Estimular instituições a implementar programas de qualificação do setor

“Elevar o patamar de qualificação para se obter melhor percepção. Saber “educar” o cliente quanto as características e processos de programas de incentivo”

  • Mais brilho para a atividade
  • Atividade é muito “low profile”
  • Estimular instituições a criar premiação específica para o setor
  • Mostrar criatividade que leva a resultados
  • Trazer o IMA (Incentive Marketing Association) para o Brasil
  • Divulgar cases de sucesso

“Os líderes do setor devem buscar maior visibilidade para a atividade, mostrando sua eficácia e também o seu lado criativo”

O que aconteceu no Congresso MICE 2016

A abertura do evento contou com as palavras do Marcello Baranowsky, CEO do Grupo EventoFacil, que agradeceu a todos os apoiadores e presentes, chamando a apresentação do vídeo do patrocinador Dubai.

O mediador do Congresso foi Roberto Caruso, da Humor com Propósito, que durante toda a programação interagiu com a plateia interpretando seus personagens. Para ele o bom humor é o melhor estado emocional para escrever histórias de conquistas.

Os trabalhos foram iniciados com a apresentação dos resultados finais da atividade pré-congresso Design Thinking MICE (Eventos e Incentivos) que serviram de pano de fundo para as discussões ocorridas na manhã do 1º dia do Congresso MICE Brasil e, que foram apresentados por Alexis Pagliarini e convidados.

Painel design thinking MICE Eventos

O painel Design Thinking MICE Eventos contou com os convidados Wilson Ferreira Jr., presidente da Ampro e sócio-diretor da Etna, Juliano Lissoni, presidente da MPI e diretor executivo da MCI Brasil, Juan Pablo de Vera, VP sênior de desenvolvimento de negócios para América Latina da Reed Exhibitions e Alberto Moane, VP executivo do Grupo Alatur JTB.

Painel Design Thinking MICE Eventos

Painel Design Thinking MICE Eventos. Da esq. para dir. Alexis Pagliarini, Wilson Ferreira Jr, Juliano Lissoni, Juan Pablo de Vera e Alberto Moane

Alexis Pagliarini apresentou alguns conceitos que foram destacados na atividade pré-congresso. O primeiro foi “O fim do jeitinho” – Cabe o “jeitinho” no nosso mercado? Para Wilson Ferreira Jr., o jeitinho visto de uma forma ampla precisa acabar. Dentro do live marketing, a área de eventos é que necessita de um olhar mais cuidadoso. “Temos que trabalhar pela glamourização do mercado, temos que jogar fora o conceito do jeitinho e trabalhar de uma forma muito disciplinada a questão de melhorar o ambiente sustentável dos nossos negócios na cadeia de valor”.

Ainda sobre a questão do jeitinho versus profissionalização. “Não é só o nível de execução, não é só o nível de entrega, mais os players internacionais exigem que o seu pré-evento e planejamento atendam aos standarts que eles estão acostumados a trabalhar. Essas empresas exigem que você tenha não só a mágica na entrega, mas eles querem ver a mágica em cada etapa do processo, em cada etapa da cadeia de valor, eles querem que essa mágica seja percebida”, ressaltou Juliano Lissoni. “O jeitinho acabou sendo o nosso diferencial competitivo durante muitas décadas. Éramos guiados por isso. E no final, tudo dá certo.” disse Alberto Moane.

Outra questão levantada foi a qualificação dos profissionais da área. ”Qualificação para a produtividade é a maneira de solucionar a questão do jeitinho. Quando investimos em pessoas, não estamos investindo somente no nosso negócio, estamos investindo na qualificação do mercado como um todo”, pontuou Juliano Lissoni.

Para fechar as discussões do painel, Alexis questionou os convidados da bancada sobre suas perspectivas em relação ao momento que estamos vivendo, em especial na área de eventos.

Os participantes se mostraram otimistas em relação ao crescimento do mercado e às novas oportunidades. ”A conscientização e a união do mercado é o que vai determinar a nossa perpetuidade. Vamos voltar a crescer. Nosso mercado tem muito a dar, mas não podemos deixar de fazer a lição de casa neste momento para que quando isso chegar, estejamos preparados”, reforçou Juliano Lissoni.

Depoimentos

Painel design thinking MICE Incentivos

No painel Design Thinking MICE Incentivos, os convidados foram Silvana Torres, presidente da Mark Up, Gilmar Caldeira, diretor da Honour Experiences, Michael Nagy, diretor do Rio CVB e Igor Tobias, diretor do Grupo P2COM.

Painel Design Thinking MICE Incentivos

Painel Design Thinking MICE Incentivos. Da esq. para dir. Alexis Pagliarini, Silvana Torres, Gilmar Caldeira, Michael Nagy e Igor Tobias

Alexis Pagliarini fomentou duas discussões acerca do mercado de incentivos. A primeira questão abordada foi: Quais são as características de um programa de incentivos com relação a mensuração de resultados e o que isso impacta? Como vocês vêm essa coisa de separar o joio do trigo. Até que ponto que isso não é elitista demais perante o mercado. E o que é o joio e o que é o trigo nesse contexto geral?

Silvana Torres, falou sobre o ROI (Return on Investment) e aproveitou para fazer uma analogia com o marketing digital, que hoje está bem cotado e é super procurado. “Um dos grandes atributos que essa ferramenta ganhou tanto destaque e conquistou tanto espaço nos budgets das grandes marcas foi exatamente o fato de conseguirem mensurar absolutamente tudo. E devolver em retorno de dados, pesquisas e mensurações”.

“O marketing de incentivos tem essa mesma característica e eu acho que as agências se apropriam muito mal dela. Ela é uma das poucas disciplinas que é facilmente mensurável desde que as premissas, os parâmetros e os KPi’s sejam definidos logo na largada. É auto pagável. Argumento melhor do que esse no momento de crise para se optar como ferramentas o digital e o incentivos são sensacionais”, afirmou Silvana.

Em relação ao ROI, Silvana concorda que as agências deveriam se apropriar muito melhor dessa possibilidade que a ferramenta propicia e fazer um bom uso disso como o digital tão bem fez em relação à publicidade comum, ou clássica ou conservadora.

Quando a questão é separar o joio do trigo, Silvana ressaltou que nem o joio, nem o trigo estão errados. “Os dois são complementares, precisamos organizar as coisas em suas caixinhas e ser justos numa concorrência.”

“Concorrer diretamente uma agência com uma operadora de turismo não é correto. Ou é todo mundo operadora ou é todo mundo agência”, afirmou Silvana Torres.

“Não acredito em regulação do mercado. Regulação remete algo que eu não concordo por uma questão de conceito pessoal, porém, eu acredito muito na conscientização”, destacou Igor Tobias.

Para Igor, a exemplo da publicidade existem nichos de mercados. Existem clientes de tamanhos diferentes, com budgets diferentes e com expectativas diferentes. “O cliente está desinformado e tem dificuldade de entender as diferenças”, explica.

ni argumentou é se existe uma medição mais qualitativa no sentido do que é proporcionado num programa de incentivo em termos de motivação nas pessoas, de criar um ambiente mais estimulador na equipe.

Para Gilmar, a coisa mais importante que o incentivo trouxe para o Brasil foi o fato do resultado do clima motivacional que ele deixa nas empresas. “Nós somos a primeira vítima, porque se não tiver resultado da campanha, não tem prêmio e ninguém ganha nada”, destacou.

“Na cadeia do marketing, nós somos o segmento que mais sofre com o ROI. Ele nos penaliza financeiramente e até coloca em risco a nossa sobrevivência”, Gilmar Caldeira.

Para falar sobre destino fantástico, a competitividade do Brasil nas olimpíadas e o charme do Rio de Janeiro dentro da ótica de incentivos, Alexis chamou Michael Nagy, diretor do Rio CVB para fazer seus comentários. Segundo ele, o maior desafio é que o mercado de incentivos e as operadoras de agências esqueceram do Rio. O Brasil ficou um pouco fora do contexto do mercado de incentivo. “Hoje os nossos grandes concorrentes são os Emirados Árabes, a Austrália e alguns destinos europeus”, acrescentou.

“Precisamos melhorar a qualidade dos voos das cias aéreas para que o Brasil tenha mais eventos de incentivos”, Michael Nagy, Rio CVB.

Para fechar o painel os participantes foram questionados sobre as dificuldades em atrair e reter talentos nessa área. A questão foi: Como vocês lidam com essas questões em suas empresas? E o que vocês têm feito para garantir a entrada de novos talentos nesse mercado em que existem segmentos mais sexys da indústria digital e de tecnologia?

Silvana Torres comentou que temos uma literatura muito escassa. “Normalmente cabe essa missão às agências que contratam pessoas sem essa experiência. Não é fácil reter a geração Y, independente inclusive das nossas disciplinas. Eles são movidos a projetos curtos, a reconhecimentos curtos e se você não tiver esse alimento para dar, eles acabam rodando muito rápido, mas se essa “turminha” for bem pilotada trazem resultados incríveis, acrescentou.

“A geração Y é movida por projetos pessoais e não por projetos de empresa”, Gilmar Caldeira.

Para finalizar o painel algumas considerações finais foram feitas. Uma delas foi em relação à crise econômica.”Acho que a nossa disciplina é um belissímo antídoto para reverter muitas das situações das grandes marcas que estão vivendo por aí. Eu particularmente gosto bastante do ambiente de crise”, destacou Silvana Torres, da Mark Up.

Depoimentos

Foco na experiência

Na tarde do dia 01 de junho, a programação do Congresso MICE Brasil abordou temas focados nas experiências que os eventos promovem.

Um dos palestrantes foi Celso Schvartzer, diretor-geral para a América Latina da GMR Marketing que discorreu sobre o tema “Experiential Marketing: a força da experiência”, Celso destacou a evolução do marketing de incentivo. “O experiential marketing evoluiu para um foco de permitir que o consumidor experimente o produto ou serviço, que ele decida por si só se aquele produto é realmente a melhor ou a pior opção para ele. Experiential marketing é essa evolução da forma de se comunicar para poder passar uma conexão forte com o consumidor”, afirmou. Segundo ele, experiência é uma atividade de marketing feita por marcas (produtos, serviços e empresas) com o objetivo de conectar de forma relevante, profunda e inesquecível com o seu público.

Experiential Marketing: A força da experiência! com Celso Schvartzer

Experiential Marketing: A força da experiência! com Celso Schvartzer

Em sua apresentação Celso aproveitou para comentar algumas conclusões sobre uma pesquisa realizada em 2015 pela EventTrack, dos EUA. A pesquisa conclui que a área de experiential marketing e de eventos não têm mais qualquer questionamento em relação à sua capacidade de gerar vendas. Ainda segundo a pesquisa, a intenção de compra de um consumidor que participa de uma experiência ou de um evento cresce ano após ano. Outra conclusão foi a de que o uso de Smarphones e mídias sociais catapultou o alcance dos eventos para números nunca imagináveis. Para finalizar a apresentação, Celso demonstrou cases de sucesso de grandes marcas como Coca-Cola, P&G e Ferrari que comprovam o poder que as experiências têm sobre os consumidores.

Dando continuidade ao tema Experiência, as apresentações da sessão “Como fazer de cada momento do seu evento uma experiência marcante” trouxe os subtemas “Experiências tocantes. Invista no “ser humano” presente nos eventos”, por Alexis Pagliarini. “Quando você for fazer um evento, pense na pessoa, aposte num propósito final, aposte numa causa, aposte na emoção. Tudo isso se resume em envolver emocionalmente as pessoas.”, declarou.

Na sequência “Design Thinking aplicado aos eventos”, Daniele Costantini, sócio fundador da The Acquis Design Thinking discorreu sobre o que é o Design Thinking e suas fases. Daniele contou que o Design Thinking tem uma abordagem alternativa por que se propõe a escutar o cliente interno e externo, co-criar no contexto multidisciplinar, de prototipar, de testar e de interar esse processo. Ao final da apresentação, foram enumeradas algumas formas de novos eventos e de novas experiências através do Design Thinking.

Design Thinking aplicado aos eventos com Daniele Costantini

Design Thinking aplicado aos eventos com Daniele Costantini

Sobre o tema “Como tornar eventos mais agradáveis e memoráveis? Que tal a música”, Bruna Biason, sócia-fundadora da Song4, falou a respeito do poder da música nos eventos e a sua importância.

Em “Mapping, projeções e efeitos – A tecnologia à serviço da experiência”, Gabriel Branco, diretor da Live Map, explicou o que é o video mapping e apresentou algumas formas práticas de aplicá-lo, em apenas 20 minutos.

A última palestra do 1º dia do Congresso teve a participação de Alicia Matheson, presidente da Matheson Global Consulting. Com o tema “A experiência Disney! Sinônimo de experiência”, Alicia focou sua palestra em ações de motivação, inspirações que promovem experiências e geram resultados. “Conheça seus consumidores. Personalize suas experiências”, disse a palestrante.

A experiência Disney! Sinônimo de “Experiência” com Alicia Matheson

A experiência Disney! Sinônimo de “Experiência” com Alicia Matheson

Depoimentos

Segundo dia

O segundo dia do CongressoMICE Brasil foi aberto com o painel “A visão do cliente – A importância para meus negócios”, mediado por Rodrigo Cordeiro, diretor de congressos da MCI Group.

Rodrigo contou com presenças ilustres para compor o painel: Carmela Borst, VP de marketing da Oracle para América Latina, Carlos Raíces, diretor de seminários e eventos do Jornal Valor Econômico, Alexandre Mutran, gerente de comunicação Regional São Paulo da TV Globo e Adimilson Cerqueira, gerente-geral da SBOT – Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.

Painel A visão do cliente

Painel A visão do cliente – Importância dos eventos para meus negócios. Da esq. para a dir. Rodrigo Cordeiro, Adimilson Cerqueira, Carmela Borst, Carlos Raíces e Alexandre Mutran

O debate girou em torno de questões como as novas tendências em organização e planejamento de eventos e quais processos mudaram ao longo dos anos com o aumento da tecnologia no cotidiano. Carmela Borst falou sobre a importância da experiência em um evento. “Experiência é tudo em um evento. Os organizadores de eventos precisam montar projetos e apresentar aos clientes de forma que os convençam de que aquele projeto vale a pena e deve acontecer. E a partir daí entra o investimento”, explicou. Entretanto, neste novo modelo, Carmela disse que é necessário um engajamento de ambas as partes, tanto do cliente quanto do organizador.

Em relação às mudanças, o painel expôs a presença da tecnologia e a interação como fatores predominantes de evolução da organização de eventos. “Hoje o congresso não termina no último dia de evento. Ele continua na área digital. E se alguém não pode participar do evento, esta pessoa pode conferir o conteúdo via internet. Ou se a pessoa participou, ela consegue uma experiência mais completa, acessando conteúdos que não teve acesso durante o evento”, comentou Adimilson Cerqueira, da SBOT.

Segundo Carlos Raíces, do Jornal Valor Econômico, a interação com o público e toda a informação gerada nos eventos deveria perpetuar por mais tempo, esse é um dos grandes desafios para quem promove eventos.

Para Alexandre Mutran, da TV Globo, atualmente as pessoas têm se engajado cada vez mais em diversas atividades, gerando uma competição pelo tempo e atenção dos participantes. “Um evento tem que valer a pena. Temos que promover experiências que valham a pena, temos que criar experiências memoráveis e mais, temos que fazer com que os eventos se reverberem”, pontuou Mutran.

Na sequência, o Congresso recebeu o painel “A importância dos programas de incentivo para meus negócios / A Visão do cliente”, mediado por Silvana Torres, presidente da Mark Up, que recepcionou os convidados Adriano Duarte, diretor de Trade Marketing, Pricing e Inteligência Competitiva – Whirlpool Latin America, Carmela Borst, VP de marketing da Oracle para América Latina, e Alexis Pagliarini, Superintendente da Fenapro.

Painel Importância dos programas de incentivo para meus negócios / a visão do cliente.

Painel Importância dos programas de incentivo para meus negócios / a visão do cliente. Da esq. para dir. Silvana Torres, Adriano Duarte, Carmela Borst e Alexis Pagliarini

Em um momento de instabilidade econômica, incrementar as vendas e manter os funcionários motivados é sempre uma dificuldade. Porém, o marketing de incentivo é uma grande ferramenta propulsora que ajuda a atingir melhores resultados e performances dos colaboradores. Tratando desse assunto, o debate abriu um espaço para o questionamento entre os convidados: Como eles enxergam a contribuição do marketing de incentivos de forma estratégica? E como a crise pode ser usada como um antídoto para o mercado de incentivo?

Adriano Duarte ressaltou que deve-se entender o que as empresas querem com o incentivo, e porque buscar um incentivo para complementar. “O incentivo tem que ser um complemento de uma estratégia. Imagina que está tudo ruim, que está difícil de trabalhar. E então a empresa oferece algo a mais. A pessoa pensa que ela tem um extra além do que ganharia naturalmente. Isso cria uma motivação a mais”, comentou Adriano.

Os participantes apontaram o quão importante é para as empresas oferecer um prêmio como atrativo, seja uma viagem, uma geladeira, ou ainda créditos de celular, por exemplo. Deve ser algo adaptável às necessidades da equipe e se enquadre no perfil da empresa. “O prêmio do incentivo deve ser algo que dê prazer às pessoas, de forma que elas se motivem a vender para conseguir algo que não precise tirar do salário. Tem que oferecer algo que traga felicidade. É importante também que este prêmio permita uma liberdade de escolha por parte do vendedor, para agradar aos múltiplos gostos e necessidades”, enfatizou Carmela Borst.

A ferramenta deve inclusive ser utilizada para atingir outros objetivos que não apenas o faturamento. “É possível fazer com que o treinamento e a capacitação do profissional façam parte do incentivo. Completando cursos e participando de treinamentos, seja online ou presencial, o profissional também soma pontos, ficando mais próximo do prêmio almejado. O colaborador pensa: Eu estou me capacitando, trabalhando, vendendo e estou ganhando com isso. São as pequenas pílulas de felicidade”, finalizou Adriano Duarte.

Em “Soluções digitais para dinamizar inscrições, patrocínios, relacionamento e engajamento nos eventos” tivemos Gabriela Comazzetto, diretora de vendas de pequenas e médias empresas do Twitter para o Brasil, com o tema “O poder do agora”. Gabriela apresentou as principais ferramentas do Twitter que podem ser usadas para impulsionar um evento, que ajudam a aumentar a audiência de um acontecimento, além de conectar as pessoas e fazer com que o evento tenha uma duração maior, motivando os participantes antes, durante e depois do acontecimento.

Além das famosas hashtags, há também outras ferramentas desenvolvidas para diferentes tipos de promoções, como o Periscope, um aplicativo que transmite acontecimentos ao vivo. “O Periscope trouxe uma oportunidade de expandir o alcance do evento, levando o conteúdo para mais pessoas, através da transmissão ao vivo sem limite. O APP permite o engajamento das pessoas, que podem mandar perguntas, comentários e participar, à distância, dos eventos”, conclui Gabriela.

O segundo painel da sessão foi “Como as agências digitais tornaram-se o principal stakeholder do mercado de eventos”, por Vinicius Apoena, diretor de marketing da MK/tbt, que discorreu sobre a construção de audiência e os resultados obtidos através da criação de campanhas para eventos que demandam desempenho e inovação.

Foram destacados aspectos que constroem uma audiência engajada e que acrescentam a marca ao evento, além das principais características de uma comunidade engajada. Segundo o palestrante, a criatividade e a inovação voltada ao conteúdo ainda é algo muito novo, mesmo no contexto de empresas muito evoluídas em marketing.

Com foco no setor de feiras de negócios, a organização do Congresso convidou Juan Pablo de Vera, VP sênior de desenvolvimento de negócios para América Latina, para ministrar a palestra “Feiras e Exposições: a importância do Market Place ao vivo”. Juan compartilhou um pouco do seu conhecimento no mercado de feiras de negócios, e como será o evento do futuro. “O evento do futuro não é o estande mais bonito, o pavilhão mais bonito. O evento do futuro é o evento que realmente saiba pensar desde o momento que é escolhido a data certa, o local certo, o formato certo, pensando em pessoas”, contou Juan Pablo.

Caio Carvalho, diretor do Canal Arte 1, do Grupo Bandeirantes e ex-ministro do Turismo e da Embratur, destacou em sua palestra “Marketing de Destinos”, uma nova forma de se pensar turismo e Eventos. Caio soube mostrar na prática como a criatividade pode ajudar a alavancar a economia, com a apresentação de cases de sucesso de cidades como Barcelona, Nova York, Bahia e São Paulo. Também provou que a economia criativa veio para ficar, expôs as cifras que esse novo modelo de se pensar negócios movimentam. “Hoje as pessoas não querem mais ser todo mundo. Querem produtos personalizados, customizados. E é aí que entra a economia criativa”, explicou.

O executivo elencou nove perguntas que devem ser questionadas para transformar um destino e torná-lo mais competitivo:

  1. De onde vem os turistas e qual o meio de transporte?
  2. Qual o perfil dos turistas que queremos?
  3. Qual a percepção que queremos que o público externo tenha de nossa cidade?
  4. Quais os produtos diferenciados para vender?
  5. Como seduzir o imaginário do turista?
  6. Como construir uma marca forte para seu destino?
  7. Quais os diferenciais que oferecemos?
  8. Como fortalecer e aproveitar a identidade local?
  9. Hospitalidade e sensibilidade, como receber o visitante para que ele queira voltar?

Ainda com foco em destinos, o painel “Destinos MICE”, mediado por Toni Sando, presidente executivo do São Paulo CVB, recebeu os convidados Michael Nagy, diretor do Rio CVB, e Miguel Harraca, presidente do CVB Latinoamerica y el Caribe.

Painel Destinos MICE

Painel “Destinos MICE”. Da esq. para a dir. Toni Sando, Miguel Harraca e Michael Nagy

Toni Sando falou sobre o crescimento dos eventos voltados para o segmento MICE no Brasil e aproveitou para definir três tipos de destino: os encantadores, os de alma e os hospitaleiros. “Os destinos encantadores muitas vezes não são voltados para o segmento de negócios e eventos, mas são encantadores. Eles atraem os turistas naturalmente. Já os de alma são as regiões que despertam algo a mais em um visitante e, os destinos hospitaleiros são lugares famosos por serem acolhedores”, explicou Toni Sando.

Para Michael Nagy, a função do Convention Bureau é gerar oportunidade de negócios trazendo eventos, fazendo promoções para que os seus associados possam ter negócios no futuro. A união dos destinos quando falam a mesma língua é inteligência. “Posso citar um exemplo, nós do Rio temos uma carta acordo assinada com o Peru, onde os congressos que nós captamos, estimulamos para que o próximo congresso aconteça em Lima, e Lima faz o mesmo conosco. Isso é trabalhar destinos em conjunto. E cada vez mais temos que pensar assim”, declarou Nagy.

Harraca destacou que a capital peruana registrou um crescimento de 28% em relação ao ano anterior na organização de eventos (82 eventos), classificada em 39º lugar no ranking mundial de países, ou seja, um crescimento significativo de 25% em termos de organização de eventos. Já a Colômbia, também teve um crescimento significativo no continente neste segmento, ficando em 6º lugar no ranking da ICCA dos países pertencentes à América Latina. Todas as evidências mostram que a Colômbia está se reposicionando no mercado de eventos. O seu crescimento como um destino para eventos e convenções se deve às melhorias em sua infraestrutura, como novos centros de convenções e o aumento de sua capacidade hoteleira. Toni Sando encerrou o painel questionando os presentes a respeito da co-relação entre destinos e eventos.

Com os olhos voltados para os Jogos Olímpicos de 2016, Flavio Camelier, VP & gerente geral dos Jogos Olímpicos Rio 2016 para a Coca-Cola, levou para o Congresso a palestra “Aprendizados de uma empresa de bens de consumo na ativação de grandes eventos esportivos”. Em sua palestra, Flavio apresentou a abordagem da Coca-Cola na oportunidade dos Jogos de 2016, trazendo alguns aprendizados, que não só os colaboradores tiveram na preparação, mas também o que a Coca-Cola viveu durante todo o processo de patrocínio da Copa do Mundo e das Olimpíadas.

Aprendizados de uma empresa de bens de consumo na ativação de grandes eventos esportivos com Flavio Camelier

Aprendizados de uma empresa de bens de consumo na ativação de grandes eventos esportivos com Flavio Camelier

Camelier comentou também sobre as ações e as iniciativas de ativação de marca e o engajamento promovido com os jovens de forma inovadora. “Um grande aprendizado para ativar um evento global como esse é você saber ajustar sua mensagem e focar muito bem onde você quer trabalhar e não tentar abraçar o mundo”, finalizou Flavio.

A programação do Congresso MICE Brasil foi encerrada com o painel “Megaeventos, Megaorganização e Megaresultados”, com os produtores dos principais megaeventos realizados no Brasil: Tonico Novaes, diretor-geral da Campus Party Brasil, Geraldo Azevedo, diretor da T4F e Lollapalooza, Flavio Camelier, VP & gerente-geral dos Jogos Olímpicos Rio 2016 para a Coca-Cola, e Luiz Eurico Klotz, diretor do Tomorrowland Brasil.

Painel MegaEventos / megaorganização / megaresultados

Painel MegaEventos / megaorganização / megaresultados (Olimpíadas, Tomorrowland, Campus Party, Lollapalooza). Da esq. para a dir. Alexis Pagliarini,Geraldo Azevedo, Luiz Eurico Klotz, Flavio Camelier e Toni Novaes

Os participantes falaram sobre os investimentos, as apostas em mídias sociais e influenciadores, além das plataformas de divulgação e ativação dos mega eventos, e principalmente o público-alvo de seus eventos: o jovem.

“Hoje, o perfil do novo jovem é totalmente voltado ao digital e temos que ter uma nova forma de nos comunicarmos com eles”, destacou Tonico Novaes.

Questões como mídias de massa, valores que as marcas agregam ao público dos eventos, seus benefícios e a necessidade de cada vez mais os eventos promoverem experiências memoráveis através das marcas, também foram abordadas. A exploração do universo online para a divulgação de um evento tem sido bastante relevante para o seu sucesso. A TV aberta, por exemplo, serve como complementar ao trabalho de divulgação, os diferentes canais online permitem um maior engajamento do público-alvo. Tudo acontece no digital.

“Em 30 segundos de tv não é possível transmitir uma mensagem para um jovem”, comentou Flavio Camelier.

O poder das campanhas online foi primordial para a venda dos ingressos do Tomorrowland 2015, por exemplo. “180 mil ingressos foram vendidos em 20 minutos, ou seja, 99% dos ingressos foram vendidos em 20 minutos. Isso mostra que você consegue fazer, realizar, promover e comunicar com o jovem de hoje de uma maneira completamente distinta do que a agência de propaganda faz”, apontou Eurico Klotz.

Foi criada uma nova forma de se comunicar com o jovem, é preciso entregar conteúdo relevante, o mundo digital tem tomado conta da divulgação. “O digital é a nova forma de se comunicar com os jovens. E o que eles querem é conteúdo relevante, temos que aprender para nos relacionarmos”, comentou Tonico Novaes. Para finalizar as discussões do painel, Geraldo Azevedo disse que o evento não pode ser prejudicado pela interrupção de um patrocinador, esse deve trazer benefício real para o público participante. A experiência de marca deve ser uma parte quase que orgânica da experiência. “Se a marca não agregar valor, ela será rejeitada”, complementou Geraldo.

Depoimentos

O 1º Congresso MICE Brasil encerrou seus trabalhos, tendo alcançado o objetivo de promover intercâmbio de experiências integrando toda a indústria de eventos, incentivos, congressos e feiras, na busca coletiva de novos caminhos para o setor.

Marcello Baranowsky

Marcello Baranowsky

Marcello Baranowsky agradeceu a presença e aproveitou para convidar a todos que estejam em 2017, no 2º Congresso MICE Brasil, que acontecerá nos dias 07 e 08 de junho, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo/SP.

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