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O profissional de eventos nas grandes empresas: conhecimento x capacitação

Frederico Goldschmidt, diretor Financeiro da Astrazeneca
Frederico Goldschmidt, diretor Financeiro da Astrazeneca
A Revista EBS entrevistou Frederico Goldshmidt, diretor executivo da Divisão Financeira da AstraZeneca Brasil, envolvido com o departamento de eventos para falar sobre capacitação, desafios e o que representa o departamento de eventos nessas empresas.

O organizador de eventos é, por definição, um profissional multidisciplinar. Seus conhecimentos passam pelas áreas de administração, relações públicas, marketing, segurança no trabalho, gestão de pessoas, logística, turismo, dentre muitos outros.

Até poucos anos atrás o mercado não exigia uma formação específica para este profissional multifacetado, mas o aumento de empresas e profissionais que surgem, além da necessidade crescente de criar eventos com objetivos específicos e com retornos mensuráveis, está demandando maior especialização.

Revista EBS: Como é feita a capacitação do profissional de eventos na AstraZeneca Brasil?

Frederico Goldshmidt: Percebemos que os profissionais recém-formados têm uma visão muito focada nos eventos em si, mas não muito profunda em aspectos como controle de custos, adaptabilidade dos eventos a tipos distintos de clientes e necessidades e, principalmente, em como alavancar negócios com os eventos. Desta maneira, buscamos capacitar o time nestes temas tanto internamente, quanto também disponibilizando e fomentando oportunidades de interação com outras empresas e associações. A interação com outras áreas de Finanças é um fator que entendemos ter trazido benefícios para o time de Eventos.

Revista EBS: Quais os desafios as empresas enfrentam para contratar esses profissionais? Quais são os requisitos para contratação?

Frederico  Goldshmidt: As principais barreiras que vemos hoje são:

  • Falta de profissionais com uma visão de negócio mais aguçada, para que possam ser participantes ativos na definição de como trazer maior efetividade aos eventos que fazemos;
  • Atendimento às necessidades corporativas e, ao mesmo tempo, uma atenção grande a controles e custos associados;
  • Os profissionais que estão sendo formados hoje estão mais focados em eventos de entretenimento (festas, shows, jantares) e com isto menos propensos a trabalhar em eventos corporativos voltados a ciência, como é o nosso caso.

Revista EBS: Quantos profissionais atuam no departamento de eventos? Em qual área eles são formados?

Frederico Goldshmidt: A nossa área de eventos conta hoje com sete funcionários, além de suporte de terceiros em algumas atividades de organização e no campo. No caso da AstraZeneca, a grande maioria dos profissionais é formada em administração de empresas, mas com vasta experiência em gestão de eventos corporativos.

Revista EBS: Para a AstraZeneca, o que representa o departamento de eventos?

Frederico Goldshmidt: Os eventos são uma importante ferramenta de comunicação, pois o relacionamento promovido durante as atividades fortalece a Liderança Científica da AstraZeneca junto à classe médica. Desta forma, o departamento de eventos é uma área vital na execução desta estratégia e no alinhamento com todas as áreas de negócio envolvidas. Na AstraZeneca  a área de eventos se reporta a diretoria financeira. Com isto buscamos manter o equilíbrio entre as necessidades médicas e de negócios e, ao mesmo tempo, criar uma robusta cultura de controles e indicadores de desempenho dos eventos que participamos e apoiamos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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