Segmento MICE no Brasil

Brasil, um grande propulsor
Segmento MICE no Brasil
Brasil trabalha fortemente para mostrar sua capacidade e competência no segmento MICE

Consolidado como um dos países mais procurados para a realização de eventos do segmento MICE (Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions), o Brasil vem se mostrando como um grande propulsor para a economia, que mesmo em tempos de fortes ajustes, ele representa 4% do PIB e cresce acima de 14% ao ano.

No mundo, a palavra MICE tem um forte conceito. A sigla internacional M.I.C.E (Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions), popularmente conhecida no Brasil como Turismo de Negócios e Eventos e entre nossos vizinhos latino-americanos como Turismo de Reuniones. Uum dos segmentos mais importantes e que dão vitalidade para a economia turística do País, ocupando as primeiras posições entre os que mais aumentaram em termos de faturamento nos últimos anos. Tido como uma das soluções para questões de sazonalidade e utilização da infraestrutura e serviços turísticos em baixa temporada, além de esquentar a economia local das cidades que recebem este tipo de turista.

O turismo de Negócios e Eventos, como é comumente conhecido no Brasil, começou a ganhar destaque com a implementação do processo de segmentação e após uma forte atuação na promoção turística. “Remontando ao passado, vemos que o Brasil conquistou experiências importantes no cenário internacional com a realização da Rio 92 e das diferentes edições do Fórum Social Mundial, que deram prestígio e contribuíram positivamente na captação de encontros internacionais. Desde 2003, quando a Embratur passou a se dedicar exclusivamente à promoção do Brasil como destino turístico no exterior, temos acompanhado mudanças significativas nesse mercado, como a realização de megaeventos esportivos. Estes avanços foram fundamentais para ampliar investimentos em infraestrutura e na qualificação dos destinos para receber eventos no Brasil, além de terem colaborado fortemente para a profissionalização dos agentes envolvidos”, ressalta Marco Antonio Lomanto, Diretor de Produtos e Destinos da Embratur.

O que representa o segmento MICE no Brasil?

O MICE brasileiro nunca foi tão valorizado e as perspectivas de crescimento são extremamente promissoras. Todo o segmento MICE tem um papel fundamental para a economia de qualquer destino; é uma ferramenta das mais importantes no processo de desenvolvimento de uma cidade, uma indústria grande, pronta e cada vez mais especializada, que não pode de maneira alguma ser ignorada. O senso de organização em prol de um mercado mais justo e com espaço para todas as categorias também é característica MICE.

Além do prisma econômico para o destino, como estamos falando de congressos, esse mercado é responsável pela disseminação do conhecimento e troca de importantes experiências em todas as áreas de estudo, serviços, energia e medicina, isso para citar as principais, onde há a oportunidade, durante os congressos e encontros, do desenvolvimento e de pesquisa nessas outras engrenagens econômicas.

Para Eric Boulanger, Coordenador de Congressos e Eventos do Rio CVB, o Brasil, e neste caso, o Rio de Janeiro, passa por um momento inédito, onde em 2014 e agora em 2016, recebemos e receberemos os maiores eventos esportivos do mundo e isso, logicamente, mudou o caminhar e a visão do mercado MICE, que teve de se adaptar às novas realidades e novas formas, vivendo o ônus e sim, o grande bônus de ser anfitrião de tão importantes acontecimentos.

Somando-se o momento atual da (dita) crise, vemos um mercado atento e prudente, se organizando para manter a estabilidade, unindo forças e planejando o futuro. Aqui entramos na visão desse mercado para os próximos anos, que atua agora em um Brasil (e em um Rio de Janeiro) que recebeu toda exposição e tratamento de infraestrutura que um destino pode receber e que está pronto para ser operado. Cabe ao mercado que já está trabalhando com seriedade e inteligência agora para aproveitar todo o potencial deste grande momento com todas as novas capacidades e as oportunidades à frente.

“Vejo o mercado de eventos em plena expansão no Brasil. Entre 2003 e 2014, os congressos e convenções de negócios internacionais realizados no país registraram um aumento de 369%. Desde 2006, o Brasil está no ranking dos dez países que mais sediaram eventos internacionais. Percebemos também que há uma diversificação das sedes brasileiras. Em 2003, 22 cidades brasileiras receberam eventos internacionais. Em 2014, esse número subiu, quando 61 cidades entraram no ranking ICCA. Foi uma evolução excelente, de 177%. Dados da GBTA ainda indicam que o Brasil atualmente detém o oitavo maior mercado de viagens corporativas no mundo, com chances de ultrapassar a Coreia do Sul ainda este ano. Esses números mostram que temos estrutura e capacidade para realizar grandes eventos em vários pontos do Brasil e que os organizadores estrangeiros estão escolhendo o nosso país como destino para abrigar e conduzir os seus projetos”, acrescenta Lomanto.

E para São Paulo? 

Segundo Toni Sando, Presidente Executivo do SPCVB, São Paulo respira MICE. Ainda de acordo com ele, mais de 70% dos visitantes da cidade são motivados por reuniões, viagens de incentivo, congressos, feiras e eventos em geral. A capital paulista tem muito potencial e estrutura para turismo de lazer, entretenimento, cultura, gastronomia e arte, mas, hoje, por exemplo, a hotelaria atinge, durante os dias de semana, a taxa de ocupação de 66,41% (fonte: julho de 2015, Observatório do Turismo), muito devido ao segmento MICE.

O Florianópolis CVB vem apostando neste segmento com um planejamento estratégico totalmente focado em ações para este mercado. “Estamos participando cada vez mais de feiras especializadas no setor, com reuniões pré-agendadas, para poder atingir os compradores deste segmento. Nosso grande desafio é atuar no segmento do turismo de incentivo, bem como no mercado corporativo. Estamos executando um projeto, em parceria com o Sebrae/SC, com ações voltadas para inserir Florianópolis e região na rota do turismo de incentivo, além de fortalecer cada vez mais o apoio à captação de eventos (congressos técnico-científicos) e a realização de road shows com foco no mercado corporativo em Santa Catarina”, ressalta Marco Aurélio Floriani, presidente do Floripa CVB.

Para fomentar ainda mais o segmento MICE na região, criou-se um Grupo de Trabalho dentro da Secretaria de Esporte e Turismo do Estado de SC que é composto por membros da iniciativa privada, representantes de Conventions Bureau e de alguns setores políticos como Secretarias de Turismo de diversos municípios. “Estamos descobrindo o potencial de cada região do Estado para o investimento MICE”, destaca. Jô Cintra, presidente do GT e da Federação dos CVB de Santa Catarina.

A Santur – Santa Catarina Turismo, integra esse grupo e possui uma política de investimento na atividade do turismo, com o intuito de melhorar, discutir e promover novas ideias para desenvolver o segmento MICE no Estado.

Segundo Valdir Rubens Walendowsky, presidente da Santur, este segmento é o futuro para o Turismo no Brasil, mas para que ele se fortifique ainda mais é necessário investir em conhecimento, realizar cada vez mais encontros, eventos e congressos.

MICE no mundo

Divulgação: Mobile World Congress

O Recife CVB vem traçando objetivos para se destacar no cenário MICE, fazer parte da UneDestinos – associação civil de âmbito nacional, sem fins lucrativos e de caráter técnico, formada por entidades especializadas na promoção de destinos, pesquisas, geração de conteúdo, programas de capacitação, apoio e captação de eventos em geral, juntamente com outros Conventions de todo o País, outras entidades ligadas à promoção dos destinos e consultores especializados, participam de diversas feiras internacionais no sentido de divulgar o destino.

Além disso, há também um papel importante no sentido de unir a iniciativa privada e entidades governamentais no sentido de atrair mais voos internacionais para o estado pernambucano. “Fizemos algumas ações de benchmarking nos Estados Unidos com o objetivo de conhecermos as melhores práticas e estruturas para este segmento”, explica Bruno Herbert, presidente da UneDestinos e do Recife Convention & Visitors Bureau.

O que vem por aí?

Aproveitamos os bons frutos da Copa do Mundo e agora estamos ansiosos para que cheguem as Olimpíadas e Paralimpíada. Os olhos do mundo estão voltados para o Brasil, e o País tem que se vender como um bom destino tanto pelas belezas naturais quanto pela estrutura de negócios e eventos.

Acabamos de realizar a Copa do Mundo, quando reafirmamos a boa infraestrutura do Brasil para realizar eventos de grande porte. Estamos comprometidos em realizar uma excelente Olimpíada e Paralimpíada.

MICE no Brasil

Divulgação: PCCS

A Embratur está dedicada a desenvolver estratégias de atuação em ações voltadas para a promoção dos Jogos. Entre o segundo semestre de 2015 e o primeiro de 2016, realizaremos o Visit Brasil Olympic, um projeto de eventos específicos de promoção e captação de investimentos em mercados prioritários.

“Temos que envidar esforços para aumentar o número de visitantes internacionais por todo o País. Além de divulgar o Rio e as demais cidades-sedes de futebol, também serão promovidas localidades próximas, por meio de roteiros integrados. Estimamos que mais de 300 mil estrangeiros venham assistir ao evento. Após a Rio 2016, temos que aproveitar a grande repercussão e o ganho de imagem com os megaeventos internacionais para consolidar o Brasil como um dos maiores receptores de eventos do mundo”, reafirma Lomanto.

Brasil no cenário MICE

Divulgação: Imex

“Podemos dizer que não há mais uma grande expectativa nessa relação mercado MICE e Olimpíadas, pelo menos não na questão econômica e financeira, uma vez que o evento já é realidade, já foi negociado, vendido e trabalhado, repito, exigindo durante esse processo muita organização de todo o mercado. Agora é terminar de arrumar a casa e esperar o show. Na questão operacional, essa relação segmento MICE e Olimpíadas nos traz excelentes expectativas, uma vez que assistimos todos os envolvidos neste processo engajados em preparar uma cidade diferente, moderna e de excelência, pronta para receber o mundo inteiro em casa do melhor jeito que há, o jeito Carioca!”, finaliza Boulanger.

Depoimentos

  • O mercado amadureceu e exige mais profissionalismo
  • É preciso investir na qualificação de profissionais
  • Rejeitar a informalidade e o “quebra galho”
  • Buscar mais referências e certificações
  • Chega de “virar a noite” – Prazos mais factíveis e humanos

“Dar um jeito” não deve ser qualidade. Todos devem investir mais em pessoas e processos profissionais e prazos realistas”

  • O mercado precisa de mais números
  • É preciso quantificar melhor o mercado (última pesquisa é de 2013)
  • É preciso demonstrar a força dos eventos na geração de negócios. Eventos funcionam!
  • Dar visibilidade aos melhores cases
  • Criar um hub de informação

“Não basta fazer bem feito. É preciso dar visibilidade e demonstrar ao mercado o verdadeiro valor dos eventos”

  • R.O.M. ?! Não seria R.O.I.?
  • Sim, mais do que nunca, o mercado exige R.O.I.
  • É preciso desenvolver mais métricas de mensuração
  • Saber demonstrar a eficácia dos eventos de forma menos empírica
  • Mas também é preciso pensar no R.O.M.
  • R.O.M.: Return on Magic
  • Evento é “Live”! É “ao vivo”!
  • Logística e planejamento são fundamentais, mas não bastam
  • É preciso ter mágica!
  • É preciso proporcionar uma experiência marcante, memorável…

“Quem trabalha com eventos tem de buscar todas as métricas possíveis para mensurar R.O.I. Mas não pode jamais se esquecer do R.O.M.”

  • Clientes e agências devem estar mais alinhados e unidos em busca do profissionalismo e da valorização da atividade, concorrência é saudável, desde que feita com ética e respeito
  • Precisamos valorizar e se juntar às instituições dedicadas ao mercado
  • Somar esforços!
  • Na era da colaboração, só juntando forças conseguiremos mudar para melhor
  • O poder do nosso abraço, no seu sentido mais amplo.

“Antes de reclamar, dê sua contribuição, participe das associações, valorize o trabalho conjunto. Lute por um mercado melhor!”

Tags: Brasil Congresso MICE Brasil MICE

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