O setor de viagens corporativas acumula R$135,4 bilhões no ano, novo recorde

Publicado em 27/01/2026
O mercado brasileiro de viagens corporativas voltou a bater recorde em novembro. De acordo com o Levantamento de Viagens Corporativas (LVC), realizado pela FecomercioSP em parceria com a Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev), os gastos estimados das empresas com serviços de turismo somaram R$ 14,3 bilhões no mês. O valor representa um crescimento de 4,7% em relação a novembro de 2024 e confirma a sequência de resultados históricos observada ao longo de 2025.

No acumulado do ano, o avanço é ainda mais expressivo. Entre janeiro e novembro, o volume movimentado alcançou R$ 135,4 bilhões, alta de 6,5% na comparação anual e o maior patamar já registrado para o período. Mantido esse ritmo, a expectativa é de que o ano seja encerrado com crescimento semelhante, acima das projeções feitas no fim de 2024, que variavam entre 4% e 5%.


“O desempenho de novembro reforça uma tendência que vem se consolidando mês a mês. As viagens corporativas seguem aquecidas porque as empresas retomaram e mantiveram seus investimentos em encontros presenciais, eventos e na circulação de seus profissionais, entendendo esse movimento como parte da estratégia de negócios”, comenta Luana Nogueira, diretora-executiva da Alagev.
O resultado acompanha um cenário positivo mais amplo do turismo no Brasil. Indicadores como a chegada de turistas internacionais, o faturamento do setor e o volume de passageiros transportados seguem em níveis elevados. Apenas em novembro, quase 11 milhões de passageiros utilizaram o transporte aéreo no país, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o maior número já registrado para o mês.
Um ponto de destaque do estudo é o comportamento das tarifas aéreas. Mesmo com o aumento da demanda, a tarifa média comercializada em novembro foi de R$ 608, bem abaixo dos R$ 758 registrados no mesmo período do ano anterior. Para Luana, esse fator é decisivo para o crescimento do mercado. “Quando o custo médio da passagem recua, as empresas conseguem ampliar seus programas de viagens, levando mais pessoas a campo, e não apenas absorvendo preços mais altos. Isso fortalece toda a cadeia”, explica.
Na hotelaria, o movimento também é de alta. Dados do Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) indicam que a taxa de ocupação chegou a 68,2% em novembro, acima dos 67% registrados um ano antes. A tarifa média subiu 17,6%, impulsionada principalmente pela forte demanda em cidades como Belém, que sentiu os efeitos em função da realização da COP30.
Mesmo com sinais de desaceleração da economia em alguns setores, o aumento do poder de compra das famílias e a continuidade dos investimentos empresariais seguem pressionando positivamente os serviços de turismo, inclusive diante das limitações de oferta existentes no país.
Para dezembro, a expectativa é de uma leve desaceleração no ritmo dos negócios corporativos, em função do menor número de eventos nas empresas, início das férias escolares e do avanço do turismo de lazer. Ainda assim, a projeção é de novo recorde para o mês e de manutenção de um cenário favorável em 2026, com estimativa de crescimento em torno de 6%.
É possível acompanhar o estudo completo no documento disponível neste link.
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