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Marketing sob medida: o poder da hiperpersonalização

Cada vez mais, os clientes procuram consumir produtos que dialoguem com suas necessidades e valores. Imagem de freepik
Considerada por muitos como “o futuro do marketing”, a hiperpersonalização utiliza a IA para identificar interesses específicos e direcionar produtos e serviços de forma precisa.

Publicado em 26/01/2026

Nos últimos anos, a relação entre consumidores e marcas passou por uma transformação significativa. Enquanto antes um atendimento rápido e eficiente era considerado um diferencial, hoje isso se tornou apenas o básico. O destaque agora é dado às marcas capazes de antecipar desejos, criar interações naturais e oferecer uma experiência consistente em todos os canais.

Os consumidores não buscam apenas produtos ou pontos de venda; eles querem experiências. Desejam se sentir únicos e ouvidos, com ofertas e serviços moldados às suas preferências e necessidades. Essa personalização fortalece a confiança e a fidelidade, criando vínculos duradouros com as marcas.

É nesse contexto que surge a hiperpersonalização, uma estratégia de marketing que utiliza dados coletados por meio de Inteligência Artificial e Machine Learning para oferecer experiências únicas, adaptadas a cada cliente.

Com o avanço da tecnologia e da internet, os canais de divulgação se diversificaram. Redes sociais, influenciadores digitais e anúncios direcionados em plataformas de streaming passaram a integrar essa estratégia, apresentando conteúdos selecionados de acordo com o perfil de cada consumidor.

Uma abordagem eficaz de hiperpersonalização busca dois objetivos simultâneos: criar experiências exclusivas que conectem profundamente a marca ao cliente e identificar o momento certo para oferecer a solução ideal para cada necessidade.

Para a sócia e diretora de criação da Mark Up, Thais Lima, “tratar o público como uma massa genérica é desperdício de atenção, de verba e de oportunidade. Hiperpersonalizar é parar de falar com todo mundo da mesma forma e começar a ser relevante para cada um. O futuro da conexão entre marcas é pessoal, individual, não coletivo.” Foto: Divulgação.

Segundo Lima, existem sete níveis de personalização para alcançar esses objetivos:

Demográfico

Estratégia de marketing baseada em dados populacionais como idade, gênero, renda, escolaridade, ocupação e localização. A partir dessas informações, marcas conseguem criar mensagens, produtos e campanhas direcionadas a grupos específicos, tornando a comunicação mais eficiente e alinhada ao perfil do público.

Por canal de comunicação

Personalização que considera as preferências e o comportamento do consumidor em cada plataforma. A mensagem é adaptada conforme o canal, como e-mail, WhatsApp, SMS ou redes sociais, respeitando linguagem, formato e timing adequados para maximizar engajamento e resposta.

Comportamental

Utiliza dados gerados pelas ações do usuário, como cliques, compras e navegação, para oferecer experiências personalizadas. Essa abordagem permite antecipar necessidades, prever desejos e criar interações mais relevantes ao longo da jornada de consumo.

Personalização de premiação

Consiste em adaptar reconhecimentos, como troféus, medalhas, brindes ou experiências, ao perfil do homenageado e à cultura organizacional. Inclui a gravação de nomes, datas e mensagens especiais em materiais como acrílico ou metal. Ao agregar valor emocional, essa prática torna o reconhecimento mais memorável e alinhado aos objetivos estratégicos da empresa.

Por estágio de jornada

Baseia-se em dados de perfil e comportamento para personalizar interações nos diferentes pontos de contato, como site, e-mail e redes sociais. Cada ação é ajustada às necessidades específicas do cliente, desde o primeiro reconhecimento da marca até a fidelização.

Por perfil psicológico (arquétipos)

Analisa valores, crenças, personalidade, estilo de vida, interesses e atitudes do consumidor. Essa abordagem busca criar uma conexão emocional mais profunda, fortalecendo a identificação com a marca, aumentando a fidelidade e impulsionando as taxas de conversão.

Contextual

Adapta conteúdos, ofertas e experiências digitais em tempo real com base no contexto imediato do usuário, como localização, horário, clima, dispositivo ou comportamento no momento da interação. Diferente das estratégias baseadas em histórico, foca no presente e no ambiente do consumidor, ampliando a relevância da comunicação e respeitando a privacidade.

Entre eles, Lima destaca dois como os mais importantes: o comportamental, baseado em ações anteriores do consumidor ao longo de meses, e o perfil psicológico, que se baseia na análise do perfil motivacional de cada cliente para adaptar a comunicação.

  • Fidelização de clientes e lealdade
    Com informações precisas, as recomendações se tornam mais assertivas, oferecendo produtos e soluções exatamente quando o cliente precisa. Isso gera maior interesse, melhora a experiência do consumidor e fortalece o relacionamento, resultando em fidelidade e aumento das conversões.

  • Maior engajamento
    Ao proporcionar experiências únicas e personalizadas, o engajamento do cliente cresce significativamente, já que ele recebe conteúdos relevantes e feitos sob medida para seus interesses.

  • Aumento de conversões e receita
    Experiências sob medida incentivam a ação do consumidor, elevando taxas de conversão e, consequentemente, impulsionando a receita da empresa.

  • Otimização de marketing
    O direcionamento preciso de recursos e campanhas aumenta a eficácia das estratégias de marketing, garantindo que esforços sejam aplicados onde realmente fazem diferença.

  • Vantagem competitiva
    A capacidade de oferecer experiências personalizadas destaca a empresa em mercados saturados, tornando a marca mais relevante e atraente para os consumidores.
Thais Lima. Sócia e Chief Creative Officer na MarkUp. Foto: Assessoria MarkUp

“Se a gente fala com todo mundo da mesma forma, a gente não fala com ninguém. “ – Thais Lima em palestra na Feira EBS 2025

Assista na íntegra a palestra de Thais Lima na Feira EBS 2025

Passos para implementar a hiperpersonalização

  • Captação de informações
    Coleta de dados relevantes sobre consumo e interesses dos clientes.
  • Interpretação dos dados
    Análise estratégica para direcionar ações de marketing de forma precisa.
  • Desenvolvimento de experiências personalizadas
    Criação de campanhas e iniciativas focadas nas necessidades, emoções e vivências dos consumidores.
  • Entrega da solução
    Disponibilização do produto ou serviço alinhado às expectativas individuais.

  • Feedback e aprimoramento contínuo
    Ajustes constantes baseados em retorno dos clientes para otimizar a experiência.
Por meio do feedback, as empresas conseguem avaliar a satisfação do público e aprimorar seus produtos e serviços. Imagem de freepik

Em um mercado cada vez mais competitivo, a hiperpersonalização não é apenas uma tendência, mas uma necessidade para marcas que buscam se destacar oferecendo experiências únicas e relevantes para cada consumidor.

Manter os dados atualizados e de qualidade é essencial para que a hiperpersonalização realmente entregue valor ao consumidor. Com o apoio de inteligência artificial e algoritmos de machine learning, as empresas conseguem analisar padrões de comportamento em tempo real, antecipar necessidades e oferecer experiências personalizadas.

Mas a tecnologia sozinha não basta: é preciso garantir o consentimento transparente do cliente e investir na capacitação da equipe para lidar com ferramentas avançadas.

Assim, marcas que combinam inovação tecnológica e atenção às preferências individuais se posicionam à frente em um mercado cada vez mais competitivo. 



















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