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O Eucentrismo

Foto: Tumisu/Pixabay
O agente principal das coisas que norteiam a minha vida.

Publicado em 11/02/2021

Isso mesmo! Eucentrismo, Eu como centro de todos os acontecimentos, o Eu como agente principal das coisas que norteiam a minha vida. Se Eu não fizer por mim, não posso esperar que ninguém o faça.

Se Eu não for feliz, não posso fazer ninguém feliz, tampouco querer que me retribuam. Se não for confiante, se não for determinado, se não for eu mesmo, dentro da minhas maiores qualidades e virtudes, cientes dos meus defeitos, ninguém poderá estar no meu lugar.

Podemos não ser insubstituíveis para o mundo capitalista, globalizado e competitivo. Mas por que se dedicam tanto a tentar nos reproduzir através de clones? Afinal, Somos irrepetíveis!

Atente para isso: Somos irrepetíveis! Já parou para pensar no peso que isso tem em nossas vidas? No significado que isso pode ter em nosso cotidiano?

Pois bem, diante dessa constatação e em nome da quebra desses paradigmas é que precisamos sair da fila em busca da mesma coisa, da produção em massa, da mecanicidade, da indústria da proliferação de pessoas semelhantes, dos modismos, das tendências, etc. Ora, mas a nossa realização pessoal não passa diretamente por esses “conceitos”, nossos sonhos não estão atrelados necessariamente a esses “aspectos”.

Sinto muito, mas você, sua saúde, sua felicidade e sua prosperidade não estão inseridos nesse contexto. O que acontece em nosso dia-a-dia é que somos induzidos a fazer a mesma coisa que os outros, a seguir as mesmas carreiras, a comprar os mesmos produtos, a fazer as mesmas viagens, a sair para os mesmos lugares, a gostar das mesmas pessoas, a ouvir as mesmas músicas, a sentir as mesmas sensaçoes, quase que de uma maneira robótica.

Isso nos tole, poda-nos, impede-nos de pensar, de sermos criativos e curiosos para lançarmo-nos a novas descobertas. Em contraponto ao anseio de inovações!

Precisamos agora nos despir dos conceitos impostos e fugir dessa redoma para nos libertar, abrir a mente a pensar, a fazer coisas diferentes, a ter idéias inovadoras, a fazer o que nunca foi feito ou de uma forma totalmente diferente, multiplicar a capacidade produtiva e de criação individual. A busca de agregar para si e para os outros.

Somos e fomos “educados” de uma forma muito sutil a não pensar, apenas a obedecer e a seguir referências, tendências, parâmetros e diretrizes. Opa! Em muitas dessas “orientações” nós sequer tivemos a oportunidade de participar para decidir se é certo ou errado, bom ou ruim, se faz bem ou mal. Não quero pregar rebeldia, mas uma “reflexão” a respeito de nossa capacidade intelectiva individual, para que a sociedade possa enriquecer com as idéias e caminhos abertos por muitos e não pela imposição dos caminhos delineados por poucos.

Devemos buscar alternativas e para isso é indispensável retomarmos nossa capacidade de pensar e agir conforme os nossos valores pessoais. Afinal, não precisamos nos contentar com a felicidade que nos é oferecida, uma vez que temos todo o potencial e as habilidades para encontrar a felicidade que realmente nos preencha, de acordo com nossas concepções individuais.

Portanto, o Eucentrismo decorre do ponto de partida de que Eu, motivo! Quer dizer, Eu sou o motivo de tudo que acontece ao meu redor, Eu sou o motivo de tudo o que faço, Eu sou o motivo da minha existência, é por ela que devo viver e descobrir a minha essência. Por isso Eu sou, Eu digo, Eu faço! A isso chamamos de coerência.

(trecho do Livro Eu, Motivo – Santos, Eduardo – Todos os direitos reservados)

Foto: Assessoria

Sobre o Eduardo Santos
Palestrante, poeta, cientista motivacional, prof. da disciplina de Motivação e Engajamento no curso de pós graduação em Psicologia Organizacional da UNIFACS/Salvador, MBA em Gestão de Pessoas, bacharel com pós graduação em Direito.

Contato: Monteiro Assessoria
Tel: (11) 2863-7457 

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