Página Principal Revista EBS

Óleo nas engrenagens do setor de eventos

Foto: Engin Akyurt/ Pixabay
Os impactos da pandemia e as perspectivas do setor de eventos.

Publicado em 12/03/2021

Vejo o setor de eventos como uma máquina que impacta diversas engrenagens da economia. O segmento foi um dos mercados mais afetados pela pandemia da covid-19 e teve que se reinventar para acompanhar as rápidas transformações dessa crise. Foi preciso inserir “óleo em seus mecanismos” para iniciar a partida para uma retomada. 

Hoje, inovar não é mais um diferencial, mas sim uma necessidade. Quando digo “cultura da inovação” me refiro ao conceito sociológico da palavra cultura, ou seja, das interações sociais e comportamentais; já com a parte de inovação, quero dizer “se renovar”. 

Saímos da “zona de conforto” de eventos tradicionais corporativos e sociais para o on-line ou híbrido, que reúnem características tanto de ações presenciais quanto virtuais. Alteramos nosso modo de conduzir todos os tipos de encontros, adicionamos protocolos rígidos de higienização e distanciamento social. O brasileiro, que tem o hábito de receptividade calorosa, teve que se adaptar e desenvolver um novo jeito de interagir. Atingimos o ápice da criatividade para dar continuidade aos nossos negócios.

Um exemplo dessa transformação foi o Villa Blue Tree, espaço de eventos com uma área de 6 mil m², que se reinventou e proporcionou novas opções de serviços para atender da melhor maneira as demandas do consumidor. A empresa anunciou alianças com grandes players do mercado e o lançamento de um complexo de estúdios profissionais para web streaming (transmissões on-line), lives para redes sociais, webnar e webcast. 

Pensando nessa situação, creio que mudar é um grande desafio, mas é também o segredo para que uma organização esteja sempre atualizada e permaneça competitiva. Com um mundo cheio de mudanças, o ideal é que os empresários aceitem empreender nessas novas circunstâncias. 

Acredito que, depois dessa crise, o setor corporativo voltará a realizar eventos presenciais, ainda que as tecnologias atuais permitam que várias operações sejam feitas remotamente. Vejo que muitos de nós não abrirão mão da importância de estar frente a frente. Além disso, penso que o comportamento do consumidor será diferente; muitos clientes vão optar por encontros em ambientes ao ar livre ou manter a opção de ações híbridas. 

Outra realidade que cresceu na pandemia foi o home office, que já era uma atividade recorrente em muitas empresas. Diante do novo cenário, as organizações que ainda não tinham adotado esse método on-line tiveram que se ajustar da noite para o dia. Com o crescimento do número de pessoas prestando serviços em casa, em outubro de 2020, o Ministério Público do Trabalho (MPT) lançou uma nota com 17 recomendações técnicas para o home office, que variam entre definição de horários, direito à desconexão e até mesmo apoio tecnológico.

Com a chegada da vacina, saímos da tensão negativa para a afirmação de um futuro com uma retomada cautelosa. Não é a primeira vez que o nosso setor precisou se reinventar e não será a última. Nesse momento, precisamos nos unir e construir um retorno com dedicação, estratégia e transparência.

autora: Cristina Ocdy, diretora de operações e vendas do Noah Gastronomia e Villa Blue Tree

Ainda: O novo cenário corporativo

Relacionados

EXPO RETOMADA convoca participantes para retestagem de covid

Prefeitura cancela Oktoberfest Blumenau 2021

EXPO RETOMADA reafirma protocolos para retorno seguro dos eventos de negócios

EXPO RETOMADA recebe mais de 800 visitantes testados em Santos

A crise está tornando sua empresa austera ou mesquinha?

ABCasa Fair volta ao calendário de eventos da capital paulista

Tendências para os Eventos 4.0

ABEOC Brasil tem parceria com Câmara Nacional de Arbitragem de Eventos e Turismo