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O novo cenário corporativo

Foto: Gerd Altemann - Pixabay
Uma verdadeira revolução se antecipou!

Publicado em 16/11/2020

A crise causada pela pandemia provocou sérias mudanças na estrutura organizacional das empresas. Com a necessidade do isolamento social as empresas foram obrigadas a buscar soluções imediatas para manter seus negócios. Uma verdadeira revolução se antecipou!

Esse momento histórico impactou fortemente os sistemas econômico, social e de saúde em todo o mundo. Os reflexos dessa crise sem precedentes ressaltam a necessidade de repensarmos modelos tradicionais e construirmos o tão falado, novo normal, sobretudo corporativo.

As instabilidades e incertezas são inúmeras, antes falávamos de tendências, empregabilidade, tecnologia e agora a palavra de ordem, é “sobreviver”.

O mundo corporativo ganhou mais dinamismo nos últimos três meses do que nos últimos anos. As empresas passaram de forma imediata por várias transformações, sociais e comportamentais, tendo que adquirir novas competências e habilidades.

Muitas empresas desempenham papéis de protagonistas diante de seus profissionais e da sociedade, como responsáveis na boa condução de seus negócios e no cuidado com os seus colaboradores. A preocupação com o capital humano aumentou, e um novo olhar foi adquirido em razão ao bem-estar-físico e mental entre todos da empresa. Diante desta nova realidade as empresas precisam de um sistema de monitoramento de saúde dos funcionários, garantindo segurança, estabelecendo diretrizes de proteção pessoal baseadas em fatos e regras, aumentando a conscientização sobre cuidados e prevenção de riscos.

Para aquelas empresas tradicionais com seus colaboradores na forma presencial, sendo controlados com cartão de ponto, onde o líder mensurava quanto tempo o colaborador se ausentava do seu posto de trabalho para um café ou toalete, a pandemia colocou por terra este formato, a realidade agora é outra, a conversão de indicadores de produtividade na entrega de resultados  e metas destacam-se de forma eficiente, proporcionando a adoção de trabalho remoto em larga escala.

O home office ganhou força e chegou para ficar, as empresas derrubam a tradição e partem para o NOVO. Com o aumento de trabalhos realizados através de suas próprias casas, o trânsito pela primeira vez em anos nunca esteve tão menos carregado sem poluentes, o ar nunca esteve tão limpo. A ideia de que a natureza está a se recuperar enquanto a humanidade está em casa tem sido algo atraente a refletir, certamente essa pandemia global deixará um grande legado para a sociedade e para o meio ambiente como um todo.

Este estilo de trabalho otimiza tempo, aquece a economia, ao mesmo tempo que dá às pessoas a oportunidade de viver com mais saúde e qualidade de vida. Os gastos com viagens de trabalho são substituídos por reuniões digitais e vídeos conferência. Outro ponto importante foi em relação a sustentabilidade, pois acredito que uma vez por todas conseguimos substituir a grande maioria dos materiais físicos pelos digitais. Quem não tinha pelo menos um pé no digital sofreu um abalo. Os executivos e empresários precisam entender que o digital não é mais escolha, e sim um fato necessário.

Não podemos esquecer também que o home-office apresenta pontos negativos como, a falta de privacidade, com a interferência de assuntos domésticos em meio aos assuntos profissionais, outra questão importante a ressaltar é a falta da sociabilidade, afinal os costumeiros cafezinhos, aquelas conversas de corredor já não fazem parte deste novo cenário. Portanto é importante estabelecer planejamento, adequando o local de trabalho para não sofrer interferências da rotina do lar.

Este momento é de automação, inteligência artificial, transações sem contato, novos hábitos de consumo, de novos modelos de negócio e uma infinidade de inovações, aliás nunca se falou tanto em resiliência como nos últimos dias para enfrentarmos todos os desafios passados e ainda todos que estão por vir.

Seguiremos em frente na condição de aprendizes, descobrindo e nos adaptando ao novo normal. Novas formas de trabalhar serão viabilizadas, o erro fará parte do processo de inovação. Porém com humildade, disciplina, coragem, entendimento, bem como equilíbrio conseguiremos avançar e sairemos certamente maiores de toda essa tempestade.

Precisamos de líderes conscientes, aprendizes inspiradores e corajosos para promover as transformações que são necessárias. A hora é de mudança, não temos tempo para murmúrios, temos que nos reinventar e construir uma nova realidade!

As empresas que sobreviverem jamais serão as mesmas!
Vamos em frente!

Autor(a)

Patricia Rodrigues

Patricia Rodrigues

Patricia Rodrigues, sócia diretora administrativa da Attend Assessoria Consultoria e Auditoria S/S – Autora do Livro: Vamos Brincar do Quê 3º Edição – Pedagoga – Pós Graduada em Animação Sócio Cultural com MBA em Gestão Empresarial

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