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Seguindo decreto Itaipu volta fechar para o turismo

Obra da segunda ponte sobre o Rio Paraná, entre Brasil e Paraguai, construída com recursos da Itaipu. Foto: Lucas Garcia/Itaipu Binacional.
O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou, nesta terça-feira (30), medidas restritivas obrigatórias para atividades não essenciais por 14 dias

Publicado em 30/06/2020

Depois de quatro semanas aberto, o Complexo Turístico Itaipu (CTI) volta a fechar em função do anúncio do governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, que decretou uma quarentena restritiva por 14 dias para o enfrentamento da pandemia de covid-19, que vem crescendo no Estado.

O Decreto 4942 foi publicado nesta terça-feira (30), no Diário Oficial do Estado. As medidas obrigatórias valerão a partir desta quarta-feira (1º de julho) para 134 cidades de sete macrorregiões, incluindo as de Foz do Iguaçu, Cornélio Procópio, Londrina, Cianorte, Cascavel, Toledo, Curitiba e região metropolitana. A restrição pode ser prorrogada por mais sete dias e a fiscalização caberá à Polícia Militar e eventual apoio das Guardas Municipais.

Em função disso, o home office na Itaipu deverá ser estendido aos empregados fora do grupo de risco, conforme necessidade de cada área. Nesta quarta-feira (1), haverá uma reunião na empresa para definir o escalonamento.

Para evitar qualquer tipo de transtorno e prejuízo dos turistas pré-agendados para as visitas, o Complexo Turístico Itaipu vai entrar em contado com os visitantes que haviam comprado ingresso ou feito reservas para devolução ou remarcação.

Controle da expansão

Segundo o governador, a quarentena foi adotada considerando alguns fatores, como as taxas de ocupação de leitos em UTI, aglomeração de pessoas, falta de mão de obra da saúde e de insumos (como medicamentos para intubação e oxigênio) necessários para a linha de frente no atendimento dos casos do novo coronavírus.

Serão mantidas as atividades essenciais, as mesmas listadas pelo governo no Decreto 4317, publicado em 21 de março. Entre elas estão a geração de energia e atendimentos médicos, entre outras. Ficam de fora – e, portanto, sujeitos à quarentena – shoppings, comércios de rua, clínicas de estética e academias, por exemplo. Também está prevista a instalação de barreiras sanitárias para monitoramento das pessoas.

A taxa de isolamento nas regiões de Foz do Iguaçu e de Toledo são as maiores do Estado (entre 45% e 50%), mas ainda estão aquém do considerado ideal pelo governo, acima de 50%. Ratinho Junior considera como percentuais ideais o isolamento superior a 52% e o índice de transmissão abaixo de 1. Foz do Iguaçu, cidade-sede da usina, contabilizava nesta quarta-feira (30) 896 casos confirmados, 479 já estão recuperados, 377 estão em isolamento domiciliar, 29 pessoas estão internadas e o município também soma 11 óbitos.

Mais leitos para Foz

Até o fim do mês julho, o Hospital Ministro Costa Cavalcanti (HMCC), mantido pela Itaipu Binacional, aumentará de 10 para 15 o número de leitos da Unidade de Terapia Intensiva para atender pacientes graves da covid-19. Esses leitos se somarão aos 25 do Hospital Municipal Padre Germano Lauck, de Foz do Iguaçu, que está abrindo outros cinco, totalizando 30. Juntas, as duas unidades hospitalares passarão a oferecer 45 leitos de UTI para pacientes com o novo coronavírus.

A Itaipu é uma das principais parceiras da região de Foz do Iguaçu no combate à covid-19, com uma série de ações voltadas à prevenção e tratamento da doença, incluindo convênios e medidas de auxílio eventual que, no total, mobilizaram R$ 23 milhões dos caixas da empresa.

Parte desse recurso (R$ 15 milhões) foi empregada na reestruturação do HMCC, para a compra de equipamentos e a criação da Ala Covid-19, e no auxílio (R$ 5,5 milhões) a 76 entidades de ajuda humanitária, que atuam diretamente no socorro à população mais atingida economicamente pela pandemia.

A Itaipu

Com 20 unidades geradoras e 14 mil MW de potência instalada, a Itaipu Binacional é líder mundial na geração de energia limpa e renovável, tendo produzido, desde 1984, 2,7 bilhões de MWh. Em 2016, a usina brasileira e paraguaia retomou o recorde mundial anual de geração de energia, com a marca de 103.098.366 MWh. A hidrelétrica é responsável pelo abastecimento de aproximadamente 15% de toda a energia consumida pelo Brasil e de 90% do Paraguai.

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