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Confira os resultados da pesquisa “Termômetro MICE Brasil by MPI” apresentados na abertura do 5º Congresso MICE Brasil

Foto: Divulgação
Os resultados da pesquisa feita em parceria com a Feira EBS foram revelados na abertura do evento.

A pesquisa inédita “Termômetro MICE Brasil by MPI” elaborada pela Meeting Professionals International (MPI) em parceria com a Feira EBS, foi realizada com profissionais de companhias do segmento financeiro, de seguros, farmacêutico, de consumo, associações, tecnologia e agro. Participaram da pesquisa 184 pessoas de 162 empresas, que teve como objetivo entregar para o mercado MICE um termômetro e uma perspectiva do que pode acontecer nos próximos meses.

Segundo os dados coletados, 30,19% dos participantes responderam que no ano de 2019, o percentual da verba de marketing investida em ações presenciais (como feiras, eventos, ativações de marca, viagens de incentivo e etc.) foi de 50% a 70%.

Para 37,74% dos entrevistados, o tipo de evento que faz mais falta durante o isolamento social, são as ações de relacionamento, enquanto que 25,47% responderam que a participação em feiras é o que faz mais falta. Já 20,75% acreditam que são as convenções de vendas que fazem mais falta. Seguidas das ações de ativação de marcam (6,60%), viagens de incentivo (5,66%) e lançamento de produtos (3,77%).

Entre os entrevistados, 40,95% responderam que tiveram sua verba de eventos cortada após a pandemia. 26,67% disseram que a verba foi direcionada para ações de conteúdo/marketing digital e 22,86% dos entrevistados responderam que o valor equivalente foi investido em eventos virtuais.

Em relação a retomada dos eventos, 51,43% (a maioria) respondeu que a empresa não tem previsão de quando os eventos presenciais serão retomados. A percepção da maior parte dos participantes é de que o retorno dos eventos será apenas quando haver uma vacina ou quando uma grande parte da população estiver imunizada. Já 29,52% dos entrevistados acreditam os eventos presenciais devem retomar no segundo semestre de 2021.

Os eventos híbridos são a aposta de 67,62% dos participantes da pesquisa, dando ao convidado a opção de participar presencialmente ou virtualmente. Para 29,52% o “novo normal” fará com que alguns tipos de eventos nunca mais sejam presenciais, assim como alguns tipos de eventos só farão sentido presencialmente. Apenas 2,86% acreditam que os eventos virtuais deixarão de ter importância.

Para 2021, 47,17% responderam que ainda não sabem como serão os investimentos em eventos, se comparado ao ano de 2019. 26,42% responderam que ficará dentro dos mesmos patamares e 14,15% disseram que será até 30% menor. Apenas 6,60% informam que será maior do que em 2019 e 5,66% até menor que 50%.

A garantia quanto aos padrões de higiene e limpeza, como por exemplo: certificações oferecidas por empresas terceiras no retorno dos eventos presenciais, é a principal preocupação para 65,09% dos entrevistados. Seguida do respeito ao distanciamento social (16,98%), higiene e limpeza dos espaços de eventos (12,26%) e apenas 5,66% disseram estar preocupados com a higiene e limpeza dos serviços de alimentos e bebidas.

“Sou da opinião de que o setor entendeu que alguns eventos funcionam no modelo online e que nunca mais precisarão ser presenciais, como mini meetings e treinamentos. Assim como acredito que alguns dos encontros não fazem sentido acontecer no virtual. A mensagem importante que queremos passar com a pesquisa é que realmente precisamos abraçar essa mudança e incorporar as qualidades e competência dos eventos digitais nas nossas vidas”, afirma Igor Tobias, presidente da MPI Brasil.

Em seguida, para debater os resultados do levantamento, Igor Tobias juntou-se à Roberta Nonis, fundadora e CEO da Evento Único, Thaís Santos, gerente sênior de Eventos, Viagens e Cartões na MSD e coordenadora do Comitê de Eventos da Alagev, Ana Lúcia Guedes, gerente de mídia e planejamento na Warner Bross Picture.

“Percebemos que a ferramenta digital foi convencendo segmentos mais reticentes de que ela também é eficaz. Além disso, com os gestores no topo da pirâmide, que são os responsáveis para passar o briefing para a base, saber o que eles estão esperando ajuda o mercado a pensar em como sobreviver e talvez até a se readaptar a essa nova situação que estamos vivendo”, comenta Roberta Nonis.

“O que aconteceu no mercado de entretenimento, e diretamente com a nossa empresa, foi que não só paramos com os eventos, mas também com os lançamentos de filmes. Estamos totalmente parados, esperando os cinemas reabrirem para voltarmos a trabalhar. O impacto no nosso negócio foi de 100%. Sentimos muita falta dos eventos e o produto cinema é presencial, não tem como ser substituído. Então esperamos muito pela volta, com protocolos e segurança”, explica Ana Lúcia Guedes.

A impossibilidade de realizar encontros físicos vale também para a indústria médica e farmacêutica. Enquanto não houver segurança para as pessoas, não há como colocá-las em campo. De acordo com Thaís Santos, muito se discute sobre a retomada na comunidade, mas ainda não há previsão.

“Tínhamos muita resistência com os eventos virtuais, mas estou me surpreendendo com o que estou vendo no mercado. Estamos percebendo uma adaptação muito grande para o formato digital. Claro que isso não quer dizer que tudo será on-line e não teremos mais o presencial, mas muitos congressos, por exemplo, estão acontecendo digitalmente e poucos foram prorrogados para o ano que vem”, conta.

Por mais que o setor queira que os eventos sejam liberados pelos governos para voltar a acontecer, a decisão estará, na verdade, muito mais nas mãos do público e dos investidores. Se não houver patrocínio e participantes, a retomada não fará sentido.

“O grande xis da questão é que temos de ter muita calma neste momento e aproveitá-lo como uma oportunidade de encontrar uma nova forma de repensar as nossas práticas e que mundo queremos para o mercado MICE”, conclui Roberta Nonis.

5º Congresso MICE Brasil – Reunir para Retomar 

Data: 14 e 16 de setembro de 2020 (segunda e quarta-feira) 

Horário: 17h00 – 20h00 

Data: 18 de setembro (sexta-feira) 

Horário: 17h00 – 19h00 

Inscrições: www.congressomicebrasil.com.br 

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