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Empresas e atendimento humanizado: demandas do mundo BANI

Sobre atendimento e humanização com Marcelo Pimenta

Publicado 19/11/2020

Se você já viu algum dos meus materiais, provavelmente se deparou com a expressão MUNDO BANI. A expressão, que em português se traduz por FANI – Frágil, Ansioso, Não-linear e Incompreensível, fala das velozes mudanças contemporâneas que estamos vivendo, já que a expansão do conhecimento não vê limites.

No mundo dos negócios, essas mudanças estão cada vez mais perceptíveis e pressionando, literalmente, empreendedores de diferentes segmentos a tomarem uma atitude criativa diante da exigência do consumidor. A realidade do mundo FANI exige relacionamentos cridos e mantidos pela confiança.

Um dos caminhos para redescobrir essa conexão negócios – consumidor é o que eu chamo de humanização. Como bem diz a física “os opostos se atraem” e, portanto, quanto mais digitais nos tornamos, mais buscamos resgatar a nossa essência humana.

O cenário de caos da pandemia acarretou forte vulnerabilidade, sem respostas ou soluções exatas, buscamos conforto um nos outros com alguns dos sentimentos mais humanos que existe dentro de nós, como a compaixão.

Atividades que equilibram o corpo e a mente passaram a ser mais buscados, como a espiritualidade e os exercícios físicos. Neste caminho, a própria tecnologia se faz um meio através, por exemplo, de aplicativos voltados para a meditação.

No mundo dos negócios, vimos empresas adotando um posicionamento humanizado: se relacionando de forma próxima, transparente e receptiva.

Outro elemento importante é a colaboração. Como mencionado no item anterior, o sentimento de  vulnerabilidade frente a um inimigo em comum e desconhecido, o coronavírus responsável pela pandemia de Covid-19, tornou a união entre pessoas, profissionais e marcas o caminho mais ágil para a busca por soluções.

As ações sociais e relações colaborativas promovidas pelas marcas, contemplando iniciativas relacionadas a aproximação entre concorrentes e ao suporte das grandes às menores empresas que se viram mais frágeis, fortalecem as atividades comerciais. O aprendizado de que juntos somos mais fortes não vai embora junto com a estabilização da pandemia.

A metacocriação, que diz sobre a criação colaborativa a partir de um conteúdo já existente, se torna mais comum, bem como as colaborações movidas pela empatia entre pessoas que vão esperar mais umas das outras, marcas que vão se unir para lançar novos produtos, artistas que vão realizar obras juntos e assim por diante.

O que você descobriu ou aprendeu a fazer por conta própria?

Se você não precisou fazer algo por conta própria nesta quarentena, há alguma coisa errada. Os resultados de busca do Google mostram um grande aumento de pesquisas por “como pintar a casa”, “como cortar o próprio cabelo”, dentre outras coisas.

Passamos a rever a forma como podemos suprir as nossas próprias necessidades e em muitos casos, identificar a nossa capacidade produtiva se tornou estímulo para a criação de negócios e solução para os desafios econômicos.

Essa provocação, por si só, nos faz repensar o nosso processo criativo. Quando você criou algo novo? Quando atreveu-se a mudar os processos que já utilizava por anos? Quando buscou redescobrir novos caminhos para ideias inovadoras?

Desafie-se a ser diferente. O mundo BANI te desafia a ser inovador.

Autor(a)

Marcelo Pimenta

Marcelo Pimenta

Unindo as competências de comunicador, professor e empresário, é um dos pioneiros da Internet no Brasil, com 20 anos de experiência como empreendedor digital.Professor da ESPM/SP, responsável pelas disciplinas de Gestão da Inovação e Design Thinking, onde é reconhecido pela criatividade em sala de aula, sempre criando novas formas de aprender e ensinar.

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