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Mudança de Hábitos

Foto: Shutterstock
Home Office - trabalho remoto que pode gerar um certo conforto e autonomia para o colaborador

Publicado em 26/07/2020

A pandemia do Cororonavírus trouxe junto a necessidade de se preservar vidas humanas e empresas. E o que já era tendência global, no Brasil, ao menos para algumas empresas, acabou virando uma realidade emergencial que tende a ser uma forte tendência nas relações de trabalho: o Home Office – trabalho remoto que pode gerar um certo conforto e autonomia para o colaborador em cumprir suas tarefas de casa e para as empresas que buscam eficiência e redução de custos.

A FGV – Fundação Getúlio Vargas apresentou recentemente um estudo em que muitas empresas no país irão adotar o home office mesmo após pandemia, uma estimativa de crescimento de 30%. Ainda existe um período de adaptação, tanto por parte das empresas como dos colaboradores, e o ambiente de trabalho passou por uma ruptura, com uma adaptação forçada por conta da pandemia. Os desafios se tornam maiores para os que não eram acostumados com o trabalho em casa, e até mesmo empresas enfrentam grandes desafios com suas equipes ao se adequarem juntos a esta nova realidade.

O trabalho remoto já está previsto na Lei 13467 e a modalidade funciona igual ao CLT: 44 horas semanais e benefícios previstos, mas sempre gera muitas dúvidas e muitos não estavam preparados, incluindo empresas.

A princípio a ideia é boa e vantajosa, mas surgem as perguntas:

– Como gerenciar pessoas à distância, manter a produtividade, confidencialidade, custos operacionais?

A resposta pode não ser muito simples, mas pode começar pelo diálogo, pela flexibilização de métodos de trabalho e ter um suporte tecnológico a ser oferecido.

A questão é que empresas e funcionários precisam entrar em um acordo sobre a forma mais adequada para que o trabalho seja executado. Para que haja um bom desempenho nos resultados, é necessário definir metas, prioridades e cronogramas de entregas. O foco deverá ser o de manter os resultados e não o controle de como os colaboradores estão realizando suas tarefas. O gestor não pode deixar sua equipe se sentir abandonada e a comunicação é fundamental, devendo ser mantida da forma mais próxima possível, se utilizando mais de telefonemas e vídeos- chamadas, além dos usuais e-mails e mensagens. É sempre bom reunir a equipe para um bom papo e reuniões de alinhamento, e buscar entender como os colaboradores estão, se tratando também de saúde física e mental.

Alguns até brincam que as mulheres guardarão seus saltos e os homens, seus ternos, adotando roupas mais confortáveis. E assim, acabam as conversas e cafezinhos presenciais com colegas de trabalho. Mas criar este ambiente pode dar um ar mais acolhedor e participativo, servindo também de incentivo e motivação, mesmo que à distância e por aplicativos.

Na outra ponta, está o colaborador, que precisa se organizar em sua nova rotina e encontrar um local adequado em sua casa para trabalhar, sem distrações, precisando de uma estrutura básica/adequada: computador, cadeira confortável, internet, etc. Mas isso também não é tão fácil, mesmo havendo uma comodidade e um certo conforto, pois é necessário ter muita disciplina e muita conversa com a família, além de precisar estabelecer prioridades na hora em que estiver trabalhando e não deixar as trivialidades interferirem. 

Muitas empresas podem encontrar no home office um aliado para reduzir seus custos. Muitas poderão ver como vantagem seguir com os trabalhos remotos mesmo no pós- pandemia. Será uma questão de sobrevivência, tanto das empresas como na manutenção de empregos.

Para aqueles que trabalhavam com vendas presenciais, poderão conseguir adaptar suas vendas para o mercado virtual, muitas tenderão a ficar mais enxutas já que temos uma diversidade em nossa tecnologia digital. O que não pode ser deixado de lado, é que mesmo sendo virtual, a qualidade de serviços e produtos deve ser mantida, assim como é muito importante manter o contato próximo com o cliente por outros meios, que não o presencial.  Enfim, o que era uma alternativa, pode acabar virando realidade e oportunidades para muitos.

Mas dentro desta nova realidade, com este novo cenário, não podemos esquecer que muitas atividades poderão ser afetadas, setores como o mercado imobiliário, um exemplo, já sente os prejuízos. Muitos imóveis estão ficando vazios, salas de escritórios, em alguns casos, até andares inteiros, já que muitas empresas estão adotando esta nova modalidade de trabalho remoto.

O que pode ser uma solução em forma de trabalho e economia para uns acaba sendo problema para outros. Até que haja uma estabilidade em direção aos novos caminhos que vamos tomar, tudo fica muito indefinido. Estamos abrindo janelas para novas possibilidades e nossa visão agora é outra.

Toda melhoria vem de adequações e adaptações, e precisamos montar novas engrenagens para mover nossa economia.

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Autor(a)

Alessandra Rocha

Alessandra Rocha

Gerente Gestão de Pessoas da King Contabilidade, Formada em Gestão Recursos Humanos, Pós-graduada em psicologia organizacional, MBA em Recursos Humanos e Formação em Coach integral sistêmico. 17 anos na área de RH King

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