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Governo não inclui eventos na relação de setores da economia mais afetados pela pandemia

Foto: Pixabay
Segundo o governo, a lista de atividades é destinada a orientar as agências financeiras oficiais de fomento.

O Ministério da Economia publicou esta semana, no Diário Oficial da União, uma lista dos setores da economia mais impactados pela pandemia de coronavírus. As atividades artísticas, criativas e de espetáculos, lideram a relação, porém o setor de eventos não é citado diretamente.

Paralisado desde março e apesar de representar 5% do PIB nacional e empregar mais de 12 milhões de profissionais diretos e indiretos, o setor de eventos não entrou na lista do Ministério dos setores mais afetados pela pandemia.

Após a decretação de calamidade pública, mais de 300 mil eventos foram cancelados e transferidos no Brasil, causando um prejuízo de cerca de 90 bilhões de reais.  

De acordo com a Associação Brasileira de Promotores de Eventos (Abrape), 580 mil empregos diretos foram perdidos neste período. A associação prevê ainda que se o país seguir com o atual ritmo o impacto vai ser maior o número de desempregados poder chegar a quase 841 mil no setor.

Segundo a portaria assinada pelo Secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos Alexandre da Costa, a lista “é destinada a orientar as agências financeiras oficiais de fomento, inclusive setoriais e regionais, acerca dos setores mais impactados pela crise ocasionada pelo Covid-19”.

“A lista foi elaborada com base na variação do faturamento do setor, segundo dados da Receita Federal. Também foi considerada a relevância do setor na economia, tanto por valor agregado (VA), quanto por pessoal ocupado (PO). Além da margem de cada setor, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), buscou-se inserir as informações de maneira a levar em conta as particularidades de cada atividade econômica”, informou, em nota, o ministério.

O governo afirma que a lista visa auxiliar as agências no atendimento ao Programa Emergencial de Acesso a Crédito na modalidade de garantia (Peac-FGI), por meio da disponibilização de garantias via Fundo Garantidor para Investimentos (FGI).

O programa criou um programa de crédito com linhas para microempreendedores individuais (MEIs), micro, pequenas e médias empresas.

Segundo o governo as atividades mais afetadas são:

  1. atividades artísticas, criativas e de espetáculos
  2. transporte aéreo
  3. transporte ferroviário e metroferroviário de passageiros
  4. transporte interestadual e intermunicipal de passageiros
  5. transporte público urbano
  6. serviços de alojamento
  7. serviços de alimentação
  8. fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias
  9. fabricação de calçados e de artefatos de couro
  10. comércio de veículos, peças e motocicletas
  11. tecidos, artigos de armarinho, vestuário e calçados
  12. edição e edição integrada à impressão
  13. combustíveis e lubrificantes
  14. fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores
  15. extração de petróleo e gás, inclusive as atividades de apoio
  16. confecção de artefatos do vestuário e acessórios
  17. comércio de artigos usados
  18. energia elétrica, gás natural e outras utilidades
  19. fabricação de produtos têxteis
  20. educação privada
  21. organizações associativas e outros serviços pessoais
  22. fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis
  23. impressão e reprodução de gravações
  24. telecomunicações
  25. aluguéis não-imobiliários e gestão de ativos de propriedade intelectual
  26. metalurgia
  27. transporte de cargas (exceto ferrovias)
  28. fabricação de produtos de borracha e de material plástico
  29. fabricação de máquinas e equipamentos, instalações e manutenções
  30. atividades de televisão, rádio, cinema e gravação/edição de som e imagem
  31. saúde privada
  32. fabricação de celulose, papel e produtos de papel
  33. fabricação de móveis e de produtos de indústrias diversas
  34. comércio de outros produtos em lojas especializadas

A União Brasileira de Promotores de Feiras e Eventos de Negócios (Ubrafe) informa que está preparando uma carta de repúdio para ser enviada aos governantes.

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