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Tendências para os Eventos 4.0

Foto: Freepik
Soluções devem ajudar marcas no desafio de reter audiência, promover maior interação e encantamento do público

Publicado em 07/07/2021

O novo cenário do mercado de eventos, com soluções sendo formatadas em tempo real e com número crescente de recursos tecnológicos deve permanecer em alta, mesmo após a pandemia.

O desafio para as marcas, agora, é reter a audiência com ferramentas que proporcionem encantamento, experiências sensoriais diferenciadas e ambientes cada vez mais interativos. 

“O mercado está saturado de lives e os formatos mais simples já não agradam mais. Plataformas de realidade aumentada, cenários 3D e eventos em 360º são só alguns exemplos do que deve compor um ambiente básico de evento digital, ou os chamados Eventos 4.0, daqui em diante”, afirma a sócia-diretora da Rocket, Vanessa Sa.

Antes da pandemia, o acesso às tecnologias como as simulações de ambientes, ficavam restritas às grandes produções do cinema ou da TV. 

Vanessa Sa, sócia-diretora da Rocket
Divulgação

“Hoje, é possível criar um evento em que um carro seja retirado da rua e, em seguida, içado por um guindaste e colocado diretamente em um cenário de floresta”, exemplifica Vanessa. Outro exemplo são os recursos como as dinâmicas de interação, que só eram possíveis nos eventos presenciais e, agora, ganharam o apoio da realidade virtual. Com ele, é possível mostrar um produto complexo apenas pedindo para o espectador apontar a câmera do celular, durante uma live.

Para explicar melhor essas possibilidades, a especialista aponta quatro técnicas que estão entre as tendências para os Eventos 4.0:

– Modelagem 3D – Com a aceleração da transformação digital, possibilidades como a modelagem de palco em 3D, que trazem experiências imersivas, são uma realidade acessível para as marcas. Com o aumento de ofertas desses recursos, ficou mais viável criar ações que podem reduzir custos e ainda simular cenários, antes considerados improváveis, em um único evento. “Este foi o recurso que utilizamos para simular o Yad Vashem – Museu do Holocausto, no evento em memória pelas vidas judias da Segunda Guerra Mundial. Seria inviável algo assim tempos atrás. Com esta técnica, conseguimos representar um pouco da dor e da gravidade de algo historicamente tão impactante”, revela Vanessa Sá.

–  Apresentações interativas – Com o aumento da frequência dos encontros virtuais, os clássicos “ppts” ficaram mais cansativos de se acompanharem. Uma forma de quebrar esta inércia e trazer mais dinamismo para estas interações, é usar o recurso das apresentações interativas.

Tudo começa com um roteiro que traga um storytelling bem construído, que ajuda nas etapas iniciais e faz toda a diferença na dinâmica do evento. Os recursos de adição de vídeos e interações com outros palestrantes que estão remotos, dão ao espectador a familiaridade contida nos formatos dos programas de TV. Além disso, as interações com recursos de enquetes e postagem de hashtags nas redes sociais ajudam a reter a atenção do público. Já a ideia de multitelas faz com que o celular deixe de ser um concorrente de atenção e passe a ser uma poderosa ferramenta de abordagem.

“Utilizamos este tipo de recurso em lives com conteúdos mais densos, para ajudar na assimilação dos conteúdos. Percebemos que a audiência permanece por mais tempo e temos quedas que não passam de 20% desde o início das nossas transmissões. Um exemplo foi uma sequência de cinco lives que produzimos para a Syngenta, utilizamos os recursos de chroma key, vídeos, enquetes, QRcodes e conseguimos uma retenção de público que chegou na média de 87%”, lembra Vanessa.

– Realidade Virtual – Esta ferramenta possibilita aumentar as camadas de informação digitais e ajudam em novas formas de trazer um contato mais próximo entre o público e as marcas. “Aplicamos este recurso para a criação de uma plataforma interativa que está em desenvolvimento para a Meditronic, líder global em tecnologia, serviços e soluções médicas. Lá, os profissionais da área da saúde poderão interagir e ter mais detalhes de poderosas ferramentas cirúrgicas”, diz a diretora da Rocket.

– Estratégia de Dados – Ao trazer as marcas para o ambiente digital, é possível obter informações cada vez mais precisas das suas audiências. Recursos valiosos que podem variar de uma simples solicitação de um cadastro de usuário até mapas elaborados de calor e de preferência de consumo de determinados conteúdos, ajudam na obtenção de dados e informações. E a lista de benefícios inclui facilitar tomadas de decisões, investimentos e mudanças de estratégias, que contribuem ainda mais para a geração de resultados progressivos.

“Este skill de estratégia digital é sempre apresentado aos clientes da Rocket que, ao entenderem a dinâmica e a quantidade de benefícios, valorizam a importância de contar com um parceiro que já tem esta premissa como base da sua entrega”, finaliza Vanessa Sá.

Com 15 anos experiência no digital e parceiros alocados em diversos países que garantem a antecipação de tendências, a Rocket é pioneira na aplicação dessas e de outras estratégias para o mercado de eventos.

Com o avanço da pandemia e a alta dos eventos digitais, a agência duplicou o faturamento em 2020 e espera dobrar novamente a receita até o final de 2021.

Além das soluções em Live Marketing, a agência também entrega soluções em Branding e Desing, Marketing Dirigido, produção de vídeos e vinhetas, Mídia e Performance, Criação Digital, Mídias Sociais, Criações em 3D e ilustrações para marcas como Allianz, Claro, Disney, Embratel, Globo, Kimberly-Clark, Net, Syngenta, entre outras.

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